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domingo, 6 de janeiro de 2008

As nossas escolhas - cinema

Já foram reveladas as nossas escolhas no último programa do Frequência Jovem, fica agora no blog mais uma nota em relação a este cliché de final do ano. São portanto estas as nossas escolhas cinematográficas de 2007 (não os anunciamos como os melhores porque, para além de subjectivo, seria obrigatório um visionamento de todos os filmes que passaram nos cinemas nesse ano - missão impossível!).

10 - Assalto e Intromissão de Anthony Minghella
Estreou (bastante) despercebido em Janeiro o trabalho do premiado realizador Anthony Minghella. É um melodrama muito curioso que ressalta as eternas relações humanas de uma forma profunda, realista e sedutora. É também um filme sobre a solidão na sociedade actual (vale referir que se passa em Londres) e sobre segundas oportunidades. Especialmente sobre segundas oportunidades. Atrevo-me a dizer: de longe melhor que o aclamado Cold Mountain!

9 - Hairspray de Adam Shankman
É cliché e estereotipado. Fala de racismo de forma superficial... e ainda assim fica num honroso nono lugar nesta lista dos melhores de 2007! É verdade que o ano cinematográfico não foi esplendoroso, mas deixemo-nos de preconceitos e admitamos: Hairspray tem pinta! Um musical cheio de energia e boa-disposição que, de forma despretensiosa, acaba por ser uma das melhores propostas no campo dos últimos tempos. Dreamgirls, por exemplo, não teve essa sorte...mas lá diz o povo "quanto maior a subida, maior a queda"!

8 - Ratatui de Brad Bird e Jan Pinkava

A verdade é que Ratatui não é para mim a obra-prima aclamada pela crítica especializada, mas é sem sombra de dúvida o melhor filme de animação do ano e um dos melhores argumentos do campo da animação. Ao associar o indissociável (ratos e cozinha), no meio de humor e a ternura própria dos filmes da Disney, Ratatui torna-se uma irrecusável proposta...

7- Gangster Americano de Ridley Scott

É possivelmente o único filme desta lista que tem fortes probabilidades de estar presente na principal categoria da próxima cerimónia dos Óscares. E convenhamos: tem aparato para isso. Ridley Scott é um veterano nestas andanças, o filme é recheado de grandes interpretações (destaque para Denzel Washington) e, mesmo sendo violento, é o chamado "filme bonito"! Não há nada de novo, é certo, mas é um dos melhores "filmes bonitos" já feitos...

6- Cartas de Iwo Jima de Clint Eastwood


Este projecto é logo interessante pela premissa: olhar para a mesma batalha segundo dois prismas, o lado americano e o lado japonês. O primeiro olhar deu-nos o já jeitoso filme As bandeiras dos nossos pais, chegou-nos mais tarde esta pérola Cartas de Iwo Jima! É Clint Eastwood a provar porque é considerado um dos maiores realizadores vivos...

5- O Labirinto do Fauno de Guillermo del Toro

O labirinto do Fauno prima sobretudo pelo argumento genial e pelo cruzamento entre a realidade e a fantasia. É um conto de fadas para adultos, extremamente bem trabalhado e interpretado, com algumas das melhores criações da fantasia moderna (exemplo da imagem) e um final que nos deixa completamente rendidos ao filme. Obrigatório!

4- Promessas Perigosas de David Cronenberg

É a obra que me vai fazer rever David Cronenberg. Uma história de violência era para mim (só e apenas) um bom filme, já este Promessas Perigosas é um deslumbrante trabalho que mostra sem artifícios (coisa rara no cinema!) o mundo da máfia Russa. A química entre Viggo Mortensen e Naomi Watts é única, num filme que se pode gabar de não ter rótulos. Alguém que se atreva a dizer que isto é um "filme de acção"...

3- Planeta Terror de Robert Rodriguez

É possivelmente o melhor filme xunga de todos os tempos e consegue uma proesa rara: um GRANDE filme de entretenimento... e de zombies! A provar que o género não estava gasto e que Robert Rodriguez é um realizador a destacar! Rose McGowan está brilhante, e a sua perna - metralhadora é já um ícone no cinema! Para ver e rever sozinho e com os amigos!

2- À Prova de Morte de Quentin Tarantino

À prova de morte é Quentin Tarantino... e é genial (será uma redundância?!). Diálogos inesquecíveis, interpretações primorosas e acção pura e crua. Serve também como um óptimo complemento para Planeta Terror, nesse projecto (ainda não visto para estes lados) chamado Grindhouse! O melhor filme do ano para os visitantes do Frequência Jovem.

1- Zodiac de David Fincher

Infelizmente esquecido nas nomeações dos Globos de Ouros, possivelmente esquecido nos Óscares. Quanto a mim, Zodiac é genial do ínicio ao fim e um dos filmes mais arrepiantes dos últimos tempos. O melhor de David Fincher (sim, melhor que Seven!) e um filme em que os protagonistas somos nós! Entramos dentro do filme, e sentimos realmente medo!Isto sim é cinema...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Globos de Ouro - nomeações

No fundo, as nomeações e os prémios não passam disso mesmo, e o valor é o que cada um lhes atribui. Mas é indiscutível a força da premiação dos Óscares e as sequelas que advêm quando esse prémio vai parar nas mãos de um actor/actriz ou realizador. Nesse sentido, surge a importância destes Globos de Ouro, como principais indicadores daquilo que provavelmente irá acontecer em Fevereiro.
As nomeações saíram na semana passada, e para já a grande novidade é a inclusão de sete filmes (sete!) na categoria de Melhor Filme Drama. Será este um ano assim tão estrondoso para os cinemas?!
As surpresas caem sobretudo em The Great Debaters (realizado por Denzel Whashington) que até então não tinha sido muito falado e na categoria de Melhor Actriz Musical/Comédia em Nikki Blonsky pela interpretação em Hairspray (que, diga-se já, é uma nomeação merecida!). Interessante é a categoria de Melhor Realizador em que ficaram de fora nomes como Paul Thomas Anderson ou David Cronenberg, e em que tudo pode acontecer!
Para além das nomeações, esta edição dos Globos de Ouro tem estado envolvida em polémica devido à greve dos argumentistas que não tem fim à vista e portanto pode afectar gravemente a premiação que decorre já em Janeiro.

Filme - Drama
"American Gangster", "Atonement", "Eastern Promises", "The Great Debaters", "Michael Clayton", "No Country for Old Men", "There Will Be Blood".

Actriz - Drama
Cate Blanchett, "Elizabeth: The Golden Age", Julie Christie, "Away From Her", Jodie Foster, "The Brave One", Angelina Jolie, "A Mighty Heart", Keira Knightley, "Atonement".

Actor - Drama
George Clooney, "Michael Clayton", Daniel Day-Lewis, "There Will Be Blood", James McAvoy, "Atonement", Viggo Mortensen, "Eastern Promises", Denzel Washington, "American Gangster".

Filme – Musical/Comédia
"Across the Universe", "Charlie Wilson's War", "Hairspray", "Juno", "Sweeney Todd".

Actriz – Musical/Comédia
Amy Adams, "Enchanted", Nikki Blonsky, "Hairspray", Helena Bonham Carter, "Sweeney Todd", Marion Cotillard, "La Vie En Rose", Ellen Page, "Juno".

Actor – Musical/Comédia
Johnny Depp, "Sweeney Todd", Ryan Gosling, "Lars and the Real Girl", Tom Hanks, "Charlie Wilson's War", Philip Seymour Hoffman, "The Savages", John C. Reilly, "Walk Hard: The Dewey Cox Story".

Realizador
Tim Burton, "Sweeney Todd", Ethan Coen and Joel Coen, "No Country for Old Men", Julian Schnabel, "The Diving Bell and the Butterfly", Ridley Scott, "American Gangster", Joe Wright, "Atonement".

Argumento
Diablo Cody, "Juno", Ethan Coen and Joel Coen, "No Country for Old Men", Christopher Hampton, "Atonement", Ronald Harwood, "The Diving Bell and the Butterfly", Aaron Sorkin, "Charlie Wilson's War"..

Filme de Animação
"Bee Movie", "Ratatouille", "The Simpsons Movie"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Um pedido de desculpas e Beowulf...

Antes de mais, e porque é urgente dizê-lo, pedimos desculpa pela falta de actualizações no blog. Fica-se a dever essencialmente ao eterno problema, falta de tempo! É uma vida de correrias… ainda assim fui ver Beowulf (vá, eu sei, coloquei agora este assunto um bocado a martelo!). Em primeiro lugar é um filme a 3-D digital, o que o torna visualmente esplendoroso e primoroso. A técnica é perfeita e surpreendente (vale lembrar que foi usado o motion capture, em que se criam os desenhos animados a partir de filmagens prévias com actores de carne e osso). Assim vemos (sem grandes diferenças) Angelina Jolie, Ray Winstone ou Anthony Hopkins. Não há adrenalina no seu estado puro (à excepção de uma ou outra cena em que nos atiram umas setas para a cara!), mas um daqueles “ahhhhhhhhh” como quem fica infantilmente surpreso. Pela diferença, é já uma irresistível proposta. E depois há, como já disse atrás, Angelina Jolie. E qualquer filme com Angelina Jolie, meus senhores, é melhor que qualquer outro filme sem Angelina Jolie! E há também toda uma história simpática (ainda que cheia de sangue, baba e afins) que merece uma visita. Robert Zemeckis (que já tinha experimentado a técnica no anterior The Polar Express) evoca aqui de forma competente a mitologia de Beowulf, que conta as façanhas do corajoso guerreiro. Parece simples, mas acaba por conseguir alguma solidez nas personagens, e diálogos bem mais ricos do que acontecia, por exemplo, em 300. Beowulf é indubitavelmente um dos grandes filmes de…animação (?!) do ano.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Tarda, mas não falha!

Enfim, Corrupção…filme que me intriga essencialmente porque não me decido ao avaliar a minha opinião como resultado de um jogo de expectativas, ou mesmo mau gosto cinematográfico. Afinal, parece-me a mim que isto de não ir ver os filmes logo na semana em que rebentam no cinema, tem o seu quê de consequências, ao sermos avassalados por críticas e mais críticas que possivelmente nos influenciam nos nossos comentários (e consequentemente nas nossas expectativas!). Eu explico: as críticas que tenho lido sobre o filme de João Botelho (?!) têm sido ao estilo de "pior filme português de sempre”, “ pior publicidade para o cinema era muito difícil” e, agora, vejo o quão (no meu entender) são exageradas estas avaliações. Há logo no projecto qualidades que merecem ser realçadas: o aproveitar de um tema actual, o envolvimento dos jornais pelo cinema português, um blockbuster criado por nós! Tudo isto é de louvar, pelo arriscar em algo alienado no nosso país. Agora, obviamente que, no fundo, interessa-nos o produto final, não nos vá sair ainda um Crime do Padre Amaro. Não saiu… É certo que a montagem (principalmente na última parte do filme) é anedótica e que a banda-sonora encaixa tanto quanto Michael Bay e Manoel de Oliveira, mas espera lá… não foi aí que o produtor mexeu?! Ora pois, acima de tudo Corrupção é um filme frustrante, por (e esta é a minha opinião) termos aqui um trabalho muito provavelmente manchado pelas mãos do produtor. Porque na verdade há qualidades indubitáveis que têm sido esquecidas: uma plausível direcção de fotografia e, acima de tudo, uma excelente direcção de actores. Margarida Vila-Nova, por exemplo, está exemplar…mais que não seja, Corrupção é Margarida Vila-Nova (por absurdo que esta frase possa parecer). Peca (e muito) pelo amedrontado que se sente ao longo da exibição em que as denúncias são mínimas, o thriller inexistente. Não é bom, não senhor (a sermos mauzinhos até podemos defini-lo como uma história de amor muito mal contada), mas não é aquilo que o fazem parecer. Espero que não se esteja a vê-lo com olhos “clubistas”…
Classificação:

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Cinema: a estrear!

Esta semana nos cinemas chega-nos, ainda de 2005, o argentino Tempo de Valentes de Damián Szifron que junta peculiarmente um psicólogo condenado a serviço comunitário e um (infeliz) polícia nas investigações de um misterioso crime – uma comédia envolta em acção. Também de 2005, o aclamadíssimo A Morte do Sr. Lazarescu, um drama romeno muito crítico em relação ao sistema de saúde do país e que retrata a história real de um homem a deambular de hospital em hospital. Premiado em Cannes, é sem dúvida a estreia da semana a destacar! Do ano passado, chega-nos agora a comédia romântica Encontros às cegas com Chris Pine, Eddie Kaye Thomas e Jane Seymour no elenco, e também Odette Toulemonde – Lições de Felicidade, resultado de uma parceria França/Bélgica que retrata a peculiar vida de Odette e a sua obsessão pelo escritor Balthazar Balsan. Fresquinhos, digamos assim, são Guerra de Philip G. Atwell com Jet Li no elenco, numa enésima variação sobre a vingança e 30 dias de escuridão, terror obrigatório para qualquer fã do género, ambientado no Alaska!

Título original: Moartea domnului Lazarescu
Realização: Cristi Puiu
País: Roménia
Intérpretes: Ion Fiscuteanu, Luminta Gheorghiu, Gabriel Spahiu, Doru Ana, Dana Dogaru, Lam SuetRoménia
Ano: 2005
Estreia (Portugal): 8 de Novembro de 2007
Sinopse: Em casa sozinho uma noite, o Sr.Lazarescu sente-se mal. Uma ambulância finalmente chega e leva-o para uma comédia trágico cómica. Vários diagnósticos contraditórios são dados e os tratamentos incessantemente adiados. O médico mantém-se calmo e obstinado, enquanto o Sr.Lazarescu desce cada vez mais para a noite de Bucareste.

Fonte: http://www.cinema2000.pt/

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cinema: a estrear!

Não sejamos hipócritas e admitamos que há curiosidade em ver Corrupção. Lembro-me que, num (antigo) post em que falei do filme, apostava no sucesso de bilheteira, o que não corresponderia (obviamente) em sucesso no meio crítico cinéfilo. Até agora ainda ninguém se pronunciou nos principais sites de crítica, e, portanto, o filme ainda é uma incógnita. Ajudará à polémica do tema, o realizador João Botelho que não será creditado, devido ao corte de 17 minutos e às alterações na banda-sonora. Se o filme for mau, dir-se-á com certeza que é por culpa desses 17 minutos, se o filme for muito mau ironicamente se dirá que nem com mais 17 minutos o filme seria apresentável….e se o filme for bom?! Há no entanto outras estreias a merecerem destaque: por um lado Elizabeth- a idade do ouro que só não incute mais curiosidade devido às péssimas críticas que tem recebido por onde passa. Vale lembrar que o filme é a continuação do premiado Elizabeth de 1998 trazendo novamente Cate Blanchett no papel de Isabel I de Inglaterra e o realizador Shekhar Kapur. Por outro lado é o regresso do irreverente e incomodativo Michael Moore que, depois de alfinetar George W. Bush em Fahrenheit 9/11, mostra o sofrível sistema de saúde americano num aclamado documentário, Sicko. As restantes quatro estreias acabam por ser ofuscadas por estes três filmes, ainda assim a ressalvar a estreia de A Invasão, a ficção científica que junta Nicole Kidman e Daniel Craig; Domino, de Tony Scott e com Keira Knightley no elenco (muito falada este ano pelo papel em Atonement); o francês Poderá ser amor? de Pierre Jolivet e, por último, o documentário biográfico de Zidane: Zidane – um retrato do século XXI. O destaque, e porque (sim!) tenho curiosidade em vê-lo e o realizador é de qualidade (a avaliar pelas anteriores incursões) vai para Corrupção

Título original: Corrupção
Elenco: Nicolau Breyner, Margarida Vila-Nova, António Pedro Cerdeira, Alexandra Lencastre, João Cabral, João Catarré, João Lagarto, Jorge Schnitzer, Miguel Guilherme, Paula Guedes, Paula Lobo Antunes, Rita Blanco, Rui Morrison, Ruy de Carvalho, Suzana Borges, Virgílio Castelo
Portugal, 2007
Estreia: 1 de Novembro de 2007
Sinopse: Num país, Portugal, uma rede de corrupção que envolve a classe política e autárquica, opera a partir do território inexpugnável do futebol. Sofia é uma jovem mãe solteira que divide o seu tempo entre dois empregos que a ajudam a si e às suas duas filhas a sobreviver. De tarde num supermercado, à noite num bar de alterne frequentado por figuras chave do universo corrupto do país: dirigentes de futebol, autarcas, polícias e juízes. Numa noite, Sofia recebe uma proposta de um inspector da Polícia Judiciária, Luís. A proposta é simples e perigosa: Sofia deve dar-se a conhecer a um dirigente de um clube desportivo da primeira liga, seduzi-lo, conhecer os seus segredos...


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Cinema: a estrear!

No meio de tantas estreias, ficará para quem pode e quem tem, várias idas ao cinema este fim-de-semana. Por um lado os fãs de Resident Evil poderão ver o terceiro capítulo da saga, que, aos outros, só Milla Jovovich poderá apelar a alguma curiosidade. Por outro lado estreia mais uma das (idiotas?) comédias vindas de Hollywood, Bratz, o filme… pelo menos tudo aponta para esse caminho, com críticas americanas do estilo “é por estes filmes que os terroristas nos odeiam!”. Pelo campo dos dramas há Ao anoitecer de Lajos Koltai com Claire Danes, Toni Collette e Vanessa Redgrave no elenco, O Escafandro e a Borboleta, filme francês bastante aclamado pela crítica que retrata a biografia de Jean-Dominique Bauby, Terra de Cegos, um “drama político sobre terrorismo, a revolução e o poder da memória”, com Ralph Fiennes no elenco e, por último, um filme português: A Outra Margem, que não fosse haver um Rescue Dawn esta semana (o aclamado filme de guerra de Werner Herzog), e seria este o destaque! Realizado por Luís Filipe Rocha, o filme conta a história de “Um travesti que perdeu o gosto pela vida e é confrontado com a alegria de viver de um adolescente com síndrome de Down”! Há ainda a aventura Os Seis Sinais de Luz que, no meio de tantas estreias (interessantes!), me parece muito pouco apelativo. O destaque vai, portanto, para Rescue Dawn- Espírito Indomável.

Título original: Rescue Dawn
Realização: Werner Herzog
Elenco: Christian Bale, Jeremy Davies, Steve Zahn, Zach Grenier, Craig Gellis, Marshall Bell, François Chau, Pat Healy
País: Estados Unidos, 2006
Sinopse: "Dieter Dengler é um piloto americano cujo avião é derrubado durante uma missão secreta durante os primeiros anos da Guerra do Vietname. Feito refém, é levado para um campo de prisioneiros de guerra na impenetrável selva do Laos onde sofre às mãos dos seus cruéis captores. A vontade inquebrável de viver por parte de Dengler leva-o a planear meticulosamente um aparatoso plano de fuga. "

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Um (outro) azar do caraças...

Convenhamos que pertencer às minorias, no campo cinéfilo, não é difícil. Agora, quando nem sequer as minorias existem, ai aí tenho a certeza que qualquer totó que diverge é corrido à paulada. E eu tive esse maldito azar do caraças de não achar grande piada a este filme. É para muitos, ou melhor dizendo, para quase todos, um filme do caraças (wow consegui dizer três vezes caraças no mesmo texto…ou quatro!) e, para outros tantos, a melhor comédia dos últimos anos! Ora bolas, 91% no rotten tomatoes e nem uma única crítica menos positiva pelos sites portugueses, e ainda sim acho-o simplesmente mediano! O melhor (valha-me isso) é que o digo (leia-se "escrevo") no blog, a dizê-lo literalmente corria o risco era de ficar como o título do filme Knocked Up! A verdade é que ainda não é desta que Judd Apatow me convenceu. Já O virgem aos 40 anos tinha sido considerado (incompreensivelmente, para mim) como um dos 10 filmes a reter em 2005, e agora este Azar do caraças que não sendo um mau filme, não senhor, não é a obra-prima aclamada. Conta-se a simpática história de um rapaz desmazelado, gorduchinho (é sempre complicado definir casos intermédios), que fuma umas passas com os estranhos amigos e tal, enfim, o habitual teen americano, que, numa noite (de sorte?) engata uma rapariga elegante, bonita, inteligente, enfim, o sonho do qualquer habitual teen americano. E daí, nasce um filhote… convenhamos, a história é engraçada e é apetrechada de sólidas personagens secundárias (os amigos disfuncionais de Ben, e o casal adulto Debbie e Pete). Mas esta preocupação cuidada (e rara) com as personagens não chega, principalmente num registo em que se pedem (muitas) gargalhadas. Percebo quando se diz que há aqui uma fugida às piadas fáceis em que o género caiu, uma retratação muito mais fiel da realidade, fora de estereótipos e clichés. Percebo (e louvo também) o facto de por um lado o filme não esquecer o seu lado teen (drogas, sexo, rock 'n’roll, está tudo lá) mas com uma vertente mais subtil e adulta, e não as disparatadas comédias (?!) que saem por vezes no cinema. Mas faltam-lhe gags, é excessivamente longo, e por vezes não se decide enquanto comédia ou drama romântico. No fundo, falha como comédia, e isto deveria ser, antes de mais, um filme para rir às galhofadas. A mim, não me convenceu…
Classificação:

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ainda cinema...

Não posso deixar passar algumas notas: por um lado a triste notícia da morte de Deborah Kerr que protagonizou, por exemplo, o famoso From Here to Eternity em 1953. Ficou especialmente conhecida depois do apaixonante beijo com Burt Lancaster numa das cenas do filme. Nascida na Escócia, foi nomeada para os Óscares SEIS vezes, arrecadando em 1994 o Óscar Honórário pela obra completa. Por outro lado a feliz notícia de que arranca hoje o Doc Lisboa 2007, cada vez com maior reconhecimento internacional. Estão 120 filmes em competição, sendo de realçar, da programação, a apresentação de When the Levees broke – a Requiem in Four Acts de Spike Lee, Sicko de Michael Moore e Retour en Normandie de Nicolas Philibert. Mais informações em http://www.doclisboa.org/.
Por fim, deixo-vos com o novo trailer de Youth Without Youth de Francis Ford Coppola...

Cinema: a estrear!

Não deixa de ser uma semana curiosa: por um lado duas grandes estreias vindas de Hollywood, sobre as quais se torna uma dor de cabeça decidir o destaque. Por outro lado, duas propostas francesas: As canções de amor, um musical com realização de Christophe Honoré sobre, exactamente, canções de amor. E Ils que, já revelado eu ser um amante dos filmes de terror, é, para mim, uma irrecusável proposta: um filme aclamado pela crítica e que (felizmente) parece ser feito à moda antiga (a julgar pelo trailer). Ainda temos El Cantante, que, ainda que o nome não pareça, é um filme americano! Com Jennifer Lopez no elenco, a aposta revelou-se fraca em solo americano. Quanto às duas grandes estreias da semana, por um lado a aclamadíssima e consensual comédia Um azar do caraças (no original Knocked Up), com Seth Rogen, Katherine Heigl e Paul Rudd no elenco. Tudo gira à volta de uma gravidez indesejada, depois de uma noite inoxicada (até rimou!). E as gargalhadas estão garantidas…Já A Estranha em mim é um thriller com Jodie Foster no elenco, e isso já é dizer muitíssimo! Somam-se os elogios (óbvios?) à interpretação, e, ao filme, principalmente em território português. Cá (ao contrário de lá) têm-no considerado um dos grandes filmes do ano. A confiar, o destaque vai para A Estranha em mim (até porque fala de uma locutora de rádio :D)…

Título Original: The Brave One
Género: Drama
Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Austrália): 2007
Site Oficial: wwws.br.warnerbros.com/thebraveone
Estúdio: Village Roadshow Pictures / Silver Pictures / Redemption Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Realização: Neil Jordan
Argumento: Bruce A. Taylor, Cynthia Mort e Roderick Taylor, baseado em história de Roderick Taylor e Bruce A. Taylor
Produção: Susan Downey e Joel Silver
Música: Dario Marianelli
Fotografia: Philippe Rousselot
Desenho de Produção: Kristi Zea
Direcção de Arte: Robert Guerra
Guarda-roupa: Catherine Marie Thomas
Montagem: Tony Lawson
Efeitos Especiais: Brainstorm Digital
Elenco (principal): Jodie Foster (Erica Bain)Terrence Howard (Mercer)Naveen Andrews (David)
Sinopse: Erica Bain é locutora de rádio em Nova Iorque. Adora a vida que leva e ama muito o seu noivo. Tudo isto lhe é roubado por um ataque brutal que a deixa muito ferida e causa a morte do namorado. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica passa as noites a patrulhar as ruas da cidade, na esperança de localizar os homens que considera responsáveis. A sua tenebrosa busca de justiça chega aos ouvidos do público e a cidade acompanha, fascinada, as suas incursões anónimas
Fontes: http://www.cinema2000.pt/; http://www.adorocinema.com/

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Cinema: a estrear!

Infelizmente as estreias de meados de Outubro ainda não são preenchidas pelos filmes Óscarizáveis, digamos assim. E então esta semana é recheada de fracassos de crítica! Mas também nem sempre ela tem razão… aliás o que é mesmo a crítica?! Nós, amadores, também fazemos os nossos juízos, com certeza! Ora e a contarem-se os trocos da bilheteira, a semana muda de paradigma. Por exemplo, o terceiro episódio de Hora de Ponta (mais uma vez, 2007 o ano do 3!). Repudiado pela crítica, mas acolhido pelo público, Hora de Ponta 3 regressa, obviamente, com Jackie Chan e os seus mirabolantes saltos. Esta comédia de acção é assinada novamente por Brett Ratner que fez um bom trabalho no já terceiro episódio mas da saga X-Men (um campeonato à parte, com certeza). Para quem não está disposto a tanta adrenalina, A juventude de Jane é a proposta vinda do Reino Unido e dos EUA, com Anne Hathaway e Maggie Smith no elenco. Ambientado nos finais do séc. XVIII mostra a divisão de jovens entre o casamento imposto pelos pais, e o amor verdadeiro (onde será que já vimos isto?!). Para os amantes dos thriller’s um filme português (Julgamento) e, vindos da mãe cinéfila, Invisível e O reino. Invisível lembra (demasiado) O Sexto Sentido, e, a não fugir ao paradigma da semana, foi um fracasso da crítica especializada. No elenco, Justin Chatwin e Marcia Gay Harden. Em O reino nasce curiosidade pela história de terrorismo que, assustadoramente, poderia ser real. O elenco conta com Jamie Fox e Jennifer Garner. Em o Julgamento, filme português, assinado por Leonel Vieira, conta-se uma história de Vendetta, que envolve revoltas e ressentimentos do tempo da ditadura Salazarista. Com Júlio César, José Eduardo e Alexandra Lencastre, a aposta portuguesa parece ganha. Sem dúvida, a destacar! Por último, A vida interior de Martin Frost. Tem invadido a televisão portuguesa, a publicidade tem sido muita e a quem parece estranho este filme americano de Paul Auster ter tanto apoio da media em Portugal explique-se: foi rodado em Sintra. Um história de surrealismo, com David Thewlis no elenco.
Título: Julgamento
Realizador: Leonel Vieira
Elenco: Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Júlio César, José Eduardo, Henrique Viana, Carlos Santos
Género: Drama/Thirller
Produtora: Stopline Filmes
Sinopse: “Julgamento” conta a história de Jaime Ferreira (Júlio César), um professor universitário alcoólico e atormentado, que um dia se vê confrontado com o seu maior sonho e o seu pior pesadelo: encontrar o inspector da PIDE que, durante a ditadura de Salazar, o prendeu, torturou e matou Marcelino, um dos seus camaradas.É num julgamento em que a sua filha Catarina (Fernanda Serrano) é advogada de defesa, que Jaime reconhece no arguido o homem que durante todos estes anos assombrou as suas memórias. Confrontado com este facto inesperado e perturbador, partilha a sua descoberta com Joana (Alexandra Lencastre), a filha de Marcelino, com quem mantém uma relação algo tumultuosa, e com dois amigos dos tempos da luta antifascista, Miguel (José Eduardo) e Henrique (Henrique Viana). O primeiro é um médico dedicado, mas com um casamento periclitante, o segundo é um político bem sucedido, que hoje se movimenta naquela área cinzenta entre o poder e as finanças.A revelação desperta sentimentos confusos em todos, mas é Jaime que, num momento de impulso irreflectido, embarca num caminho sem retorno: rapta o ex-PIDE e leva-o para a sua casa de campo, um lugar recôndito e aprazível que, pouco a pouco, se transforma numa arena onde as emoções mais intensas andam à solta.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Planeta Terror: um (muito) bom filme xunga!

Sejamos claros: À Prova de Morte é, desde já, um dos melhores filmes do ano com certeza. O génio de Quentin Tarantino, naqueles diálogos que, no mínimo, arrepiam, está todo lá, mais as brilhantes interpretações arrancadas a actrizes que até aqui passavam bem despercebidas. Uma homenagem sincera aos filmes que homenageia, no fundo, À Prova de Morte, acaba por parecer uma carta de amor aos filmes série-B, muito populares nos anos 70. Planeta Terror, estreado semana passada no cinema, e com realização de Robert Rodriquez, acaba por ser perfeito para a primeira parte da tal carta de amor. Eu explico: aqui não há (previsivelmente) diálogos muito rebuscados, mas sim um divertimento descomunal (no bom sentido!) que só pode vir de alguém que tem muito amor a estes filmes grindhouse. Rodriguez fê-lo por instinto, digamos assim, não quis inovar ou recriar, melhorar, nada disso! Fez um filme xunga que não é xunga. Ora e os clichés estão todos lá: uma experiência bioquímica corre mal e espalha uma nuvem verde que zombifica todos os que se lhe aproximem. Mas ao contrário de um certo e determinado aclamado filme começado por T, este diverte como o caraças! O casal de médicos é hipnotizante, Rose McGowan brilhante naquela já brilhante ideia da perna-metralhadora, os fotogramas estragados têm efeitos mais que homenagear, o final é dos melhores do género. Grindhouse em completo ainda me é desconhecido (faltam os aclamados trailer’s falsos), mas conhecendo-lhe já as principais partes, prevê-se o sentimento de ver estes dois grandes filmes juntos que encaixam como mãe e filho. Robert Rodriguez já fez sem intenção muita mediocridade, mas quando se trata de a fazer intencionalmente, aí sim, saem bons filmes xunga.

Classificação (Planeta Terror; À Prova de Morte):

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cinema: a estrear!

E esta semana pertence indubitavelmente a Planeta Terror! Pronto, Robert Rodriguez nem de longe é Quentin Tarantino, é certo, mas Planeta Terror vem de um "pacote" chamado Grindhouse que continha À Prova de Morte e isso já aguça (e muito) a curiosidade. Ora, com certeza o irei ver, com certeza daqui a uns dias falarei dele aqui (e aproveito a deixa para falar de À Prova de Morte, que bem merece!). E o destaque, porque daqui seria ridículo fazer-se suspense, vai, pois claro, para Planeta Terror! Mas o resto das estreias também não estão nada mal: .45, O caminho do guerreiro pacífico, O mal casado, fados e… Estás cada vez mais frito, meu! Vá esta última é excepção: a crítica odiou, o público também não me parece ter gostado (2,6 no imdb) e trata-se da continuação de uma (idiota) comédia (?!). No elenco Ice Cube! Isto só mesmo para fãs acérrimos da saga…Por outro lado, o mal casado parece-me um proposta muito interessante. O trailer é apelativo, tem Ben Stiller e Michelle Monaghan no elenco e foi aplaudido pela crítica. Das comédias, vamos para o drama de 2006 O caminho do guerreiro pacífico de Victor Salva. Poderá estar aqui uma boa lição de vida, a julgar pela sinopse. Agora, Milla Jovovich! Quer dizer, o filme chama-se .45 mas admitamos: ninguém vai ver o filme a não ser pela Milla…é sempre apelativo! Por último Fados, que não fosse haver um Planeta Terror, e seria o destaque da semana. Um musical português, com realização de Carlos Saura e no elenco Carlos do Carmo, Mariza e Camané. O filme encerra uma trilogia iniciada por Flamenco ao qual se seguiu Tango e, agora, este Fados. No fundo acaba por ser o que melhor e mais genuinamente poderá retratar o povo português!
Título Original: Planet Terror
Género: Terror
Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Estúdio: Dimension Films / Rodriguez International Pictures / Troublemaker Studios Distribuição: Europa Filmes
Realização: Robert Rodriguez
Argumento: Robert Rodriguez
Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e Erica Steinberg
Música: Graeme Revell e Carl Thiel
Fotografia: Robert Rodriguez
Desenho de Produção: Steve Joyner
Figurino: Nina Proctor
Montagem: Ethan Maniquis e Robert Rodriguez
Elenco: Freddy Rodríguez (El Wray)Rose McGowan (Cherry Darling)Marley Shelton (Dra. Dakota Block)Josh Brolin (Dr. William Block)Michael Biehn (Xerife Hague)Naveen Andrews (Abby)Michael Parks (Earl McGraw)Jerili Romeo (Ramona McGraw)Tom Savini (Deputado Tolo)Rebel Rodriguez (Tony Block)Carlos Gallardo (Deputado Carlos)Stacy Ferguson (Tammy)Felix Sabates (Dr. Felix)Hung Nguyen (Dr. Crane)Julio Oscar Mechoso (Romey)Jeff Fahey (J.T. Hague)Bruce Willis (Tenente Muldoon)James Parks (Edgar McCraw) Robert Rodriguez Quentin Tarantino
Sinopse: O casal de médicos William e Dakota Block descobrem que a cidade está inundada de gente infectada com feridas gangrenadas e um suspeito olhar vazio nos seus olhos. Entre os feridos está Cherry, uma bailarina de strip-tease cuja perna foi arrancada do corpo durante um ataque na estrada. Wray, o seu ex-namorado, está ao seu lado, a protegê-la. Cherry pode estar de rastos, mas ainda não dançou pela última vez. Enquanto os inválidos se tornam cada vez mais agressores enraivecidos, Cherry e Wray lideram um grupo de guerreiros acidentais pela noite dentro, empurrando-os para um destino que deixará milhões infectados, inúmeros mortos e um pequeno grupo de sortudos tentando encontrar o último lugar seguro no PLANETA DO TERROR.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aleluia! Terror num cinema perto de si...

E as modas param assim: muito sangue, violência, e um uso descomunal dos efeitos técnicos, nomeadamente sonoros. Falo do cinema de terror, pois claro! A verdade é que as boas propostas (a existirem) não se vêem no mercado, ou exigem um faro do consumidor muito apurado para estas coisas. O que se tem passado no cinema de terror é, repito, um abuso das capacidades técnicas actuais e a busca por um facilitismo que só se compreende por quem não tem amor á arte, mas sim aos lucros fáceis. Até porque todos sabemos que, no fundo, se, nem que seja em segundos, depois de um silêncio aparente, nos “rebentarem” os ouvidos com os gritos estridentes de alguém, ai nós saltamos com certeza! Mas isto não é cinema de terror! E não basta também pôr umas caras bonitas a correr descontroladamente (preocupadas mais com a sua aparência para a câmaras do que outra coisa) numa história que se inventará como real! Ah e, por favor, não usem “ O filme mais polémico do ano”, quando a polémica é exactamente o estrondo de bilheteira numa nulidade cinematográfica… Percebem-me a frustação, aqueles que viram, por exemplo, um Psycho ou um The Shining e deparam-se agora com um terror Paris Hilton (sem ofender a moça, que tem os seus dotes físicos!).


E não nomeei estes clássicos de Hitchcock e de Kubrick, por acaso, não senhor! É que com tanta revolta evidente, encontrei duas boas propostas no género, baseadas nos ditos cujos! Vá lá, não são assim BONS, mas no campo actual têm os seus méritos. Comecemos por O Motel um trabalho que num daqueles (errados) prognósticos, mas que os fazemos (admitamos!), poderia parecer deja vú! Um remake de um clássico (Psycho), um casal como protagonista numa daquelas enésimas situações em que, no desvio da auto-estrada, vão encontrar um motel a querer dar o ar de sua graça! Mas porque “ as aparências enganam”, e não fosse isso eu não estaria aqui a falar dele, O Motel foge em muitos pontos ao habitual “terror” praticado actualmente. É feito à moda antiga (bem ditas tradições!), a sensação da claustrofobia é grande, nos protagonistas o medo é sentido de forma “real” e transmitido aos espectadores. Ora, e claro, boa química entre o casal Kate Beckinsale e Luke Wilson! Os méritos caem obviamente (e também) no realizador californiano de origem húngara Nimród Antal. O principal defeito é aquele final incompreensível, em que me arrisco a propor, ao autor de tão idiota ideia, umas “férias” naquele Motel. Porque se merecia, lá isso merecia… De Hitchcock, vamos para Kubrick e para Stephen King. E pelo menos o realizador não desonra tão brilhantes nomes que se lhe associam ao filme! E em 1408 também poderíamos prever (e temer) um mau resultado, mas não! O trailer não é favorável, a história tinha tudo para ser um fracasso: um escritor que faz dinheiro a desmistificar assombrações, descobre um quarto num hotel nova-iorquino cuja gerência faz questão de o manter fechado a sete chaves. E digo que tinha tudo para fracassar, já que o espaço é muito limitado, baseado numa única personagem (interpretada aqui por John Cusack) e para isso é preciso a sua mestria! E (aplausos!), o realizador não faz uso abusivo das tentações visuais computorizadas, mas aposta na criação da atmosfera e do ambiente. A montagem sai também com nota positiva, e à David Lynch, há quase um “cada um tira as suas próprias conclusões”. Merecia mais uns sustos valentes, é certo, mas, como disse, não é BOM, é (surpreendentemente) agradável. Ou desagradável…
Classificação (O motel / 1408):

domingo, 30 de setembro de 2007

James Dean, pequena grande vida...


Era 30 de Setembro de 1955 e James Dean preparava-se para mais uma corrida de carros, uma das suas grandes paixões. Ele não sabia era que já estaria morto antes do início daquela corrida. Os seus 24 anos de vida podem parecer curtos, mas se virmos a intensidade com que James os viveu, talvez mudemos de opinião.
A sua vida foi tudo menos sedentária. Aos cinco anos mudou-se com a sua família da sua cidade Natal (Marion, Indiana) para Santa Mónica, na Califórnia. Quatro anos mais tarde, aquando da morte da sua mãe, volta para Indiana para viver com os tios numa quinta.
Sendo uma criança tímida e isolada, encontrou a cumplicidade num reverendo de 30 anos com quem lia poemas e ouvia Tchaikovski. A cumplicidade era tanta que as más-línguas chegaram a apontar o reverendo como o responsável pelo início da vida sexual de James Dean (após a sua morte, o mesmo reverendo fez declarações que quase comprovaram os boatos).
Se foi através deste reverendo eu iniciou ou não a sua vida sexual, só eles o saberá, mas o que é certo é que este era um assunto ao qual o jovem dava muito valor. Para provar a sua masculinidade envolveu-se com uma professora de Educação Física e na escola tinha como principal objectivo perder a virgindade. Mesmo assim, aquando das admissões ao serviço militar, declarou ser Gay e por isso foi dispensado. Também no início da década de 50, enquanto se tentava afirmar como actor em Los Angeles, tropeçara na prostituição. Tempos mais tarde, após ter conhecido o director de televisão Rogers Brackett, foi morar com ele. Apesar de James sempre se ter referido a esta relação como de “amizade”, Brackett ia mais longe e dizia que amava e era correspondido. Alguns amigos definiam-no como multissexual, uma vez que queria experimentar tudo o que estivesse relacionado com sexo. Para além da sua intensa vida sexual, o galã tinha outras paixões como fumar maconha, beber cerveja e conduzir a altas velocidades.
A par de tudo isto, a sua carreira seguia de vento em poupa. A sua relação com Rogers Brackett valeu-lhe a ida para Nova Iorque e o trabalho no Actor’s Studio, onde se encontrou com outras estrelas de Hollywood e daí à fama foi um instante. Gravou sete filmes, entre os quais, “O Gigante” e “A Leste do paraíso” que fizeram com que fosse o 1º actor falecido a ser nomeado para os Óscares (melhor actor). Aquele olhar arrebatador aliado a um talento especial pela representação fazia delirar as fãs e os seus filmes esgotavam salas de cinema inteiras.
A promessa de uma carreira de sonho foi bruscamente interrompida pelo estúpido acidente de que foi vítima, mas o que viveu será recordado hoje, 52 anos depois daquele dia, e sempre enquanto se contar a história do cinema.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cinema: a estrear!

O thriller é o género da semana! Começemos por Fay Grimm, protagonizado por Parker Posey na interpretação de uma mãe solteira que se envolve no mundo da espionagem. Ao que se diz falta-lhe uma história envolvente e, acima de tudo, coerente. Outro thriller, com crime à mistura, é o aclamadíssimo Vigilante. Com Joseph Gordon-Levitt e Jeff Daniels no elenco, este Vigilante conta a história de Chris Pratt, porteiro de um banco, que é envolvido por um "gang" num verdadeiro assalto ao banco e na promessa de uma vida melhor. A julgar pelas críticas, poderá estar aqui uma excelente proposta. Por último, 1048, um thriller (demasido) assustador, ao que se diz, confuso, mas envolvente. Foi aclamado pela crítica, e tem John Cusack, Samuel L. Jackson e Mary McCormack no elenco. Para quem espera umas boas risadas, as propostas (e sejamos sinceros!) não são muitos entusiasmantes, mas valem sempre uma espreitadela. Por um lado o francês Pintar ou Fazer Amor de 2005 e, já deste ano, Sem Reserva com Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin e Patricia Clarkson. O elenco é prometedor, as críticas é que não são animadoras. Mas que há curiosidade em ver a recente nomeada para os Óscares Abigail Breslin, lá isso há! Por último a aventura fantástico de Stardust - O mistério da estrela cadente. O título não é o mais apelativo, mas esta incursão de Matthew Vaughn foi (bastante) elogiada e no IMDB tem uma fantástica classificação de 8,2/10 (e não posso esconder que as 4 estrelas no cinecartaz me fazem umas cóceguinhas)! O destaque, e porque já foi feito ao terror e ao thriller, vai agora para Stardust.
Título Original: Stardust
Género: Aventura
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2007
Estúdio: Paramount Pictures / Di Bonaventura Pictures / Truenorth Productions / Marv Films / Ingenious Film Partners
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Realização: Matthew Vaughn
Argumento: Jane Goldman e Matthew Vaighn, baseado em graphic novel de Neil Gaiman Produção: Lorenzo di Bonaventura, Michael Dreyer, Neil Gaiman e Matthew Vaughn
Música: Ilan Eshkeri
Fotografia: Ben Davis
Desenho de Produção: Gavin Bocquet
Direcção de Arte: Robert Cowper, Phil Harvey e Peter Russell
Guarda-roupa: Sammy Sheldon
Montagem: Jon Harris
Efeitos Especiais: Cinesite / Machine / Double Negative / The Senate Visual Effects / Gentle Giant Studios Inc. / Lip Sync Post
Elenco (principal): Charlie Cox (Tristan Thorn) Claire Danes (Yvaine) Robert De Niro (Capitão Shakespeare) Sienna Miller (Victoria)Michelle Pfeiffer (Lamia)Jason Flemyng (Primus)Ian McKellen (Narrador)Peter O'Toole (Rei de Stormhold)Ricky Gervais (Ferdy)Henry Cavill (Humphrey)Rupert Everett (Secondus)
Sinopse: Apaixonado, o jovem Tristan Thorn faz uma promessa à rapariga mais bela da aldeia, cujo coração ele sonha conquistar: compromete-se a trazer-lhe uma Estrela Cadente, tendo para isso, que cruzar os muros proibidos e entrar num misterioso Reino repleto de magia e de inúmeras lendas... Neste mundo fantástico conhecido como Stormhold, Tristan apercebe-se que a Estrela Cadente é afinal uma bela jovem, que se vê perseguida pelos seus incríveis poderes também cobiçados pelos filhos cruéis do Rei e uma Bruxa sinistra e desesperada por deitar as mãos aos poderes que lhe concederão a tão desejada juventude e beleza eterna.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

James Dean, um de muitos tributos...

Como já referi no post anterior dedicado a James Dean, a carreira cinematográfica deste actor foi curta e bruscamente interrompida pela morte. Embora tendo desaparecido aos 24 anos, a sua participação em oito filmes valeu-lhe postumamente o reconhecimento do seu charme e talento. Aquele sorrisinho malandro, juntamente com o jeito de representar, deram-lhe o direito a variadíssimos tributos, concretizados das mais variadas formas. No site youtube temos acesso a todo o tipo de homenagem que se pode fazer a um menino da tela gigante: desde simples slides fotográficos organizados por fãs anónimos até grandes montagens de excertos de representações suas com as fotos mais caricatas.
Eu gostei deste, espero que voces também.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Cinema: a estrear!

É uma semana (felizmente) difícil, porque das cinco estreias pelo menos quatro são obrigatórias na visão de qualquer cinéfilo que se preze. E o destaque, que até agora tem sido mais ou menos fácil de decidir, tornou-se numa profunda reflexão, daí uma semana difícil. Não querendo desprezar o solitário Goodbye Bafana, um drama de Bille August mas, de facto, é a estreia menos apelativa, pois calhou-lhe uma semana de nomes sonantes. Mas, claro está, não deixa de merecer uma ida ao cinema até porque muitas vezes é onde menos esperamos que encontramos os grandes filmes. Com expectativas muito altas, aguardam-se os outros quatro: Ultimato, O capacete dourado, Morte num funeral e Super Baldas. E resumindo-se tudo, fiquemos assim: o primeiro é de Paul Greengrass e é considerado o grande filme de acção de 2007, o segundo é a estreia de Jorge Cramez na realização e é um filme português muito aclamado pela crítica, o terceiro aperta logo a curiosidade no título, ainda mais depois de se ver o trailer genial, e o quarto e último é uma das comédias mais faladas lá para os lados americanos (a par de Knocked up). Ora então, repito-me e afirmo novamente: qualquer um destes quatro merece ser visto, mas o destaque, e porque temos de apoiar o cinema português, vai para O Capacete Dourado!

Título original: O Capacete Dourado
Género: Drama
Duração: 83m
País: Portugal
Realização: Jorge Cramez
Elenco: Eduardo Frazão, Ana Moreira, Rogério Samora, Henrique Martins, Carloto Cota, Alexandre Pinto, Jaime Freitas, Luís Félix, Maria João Luís, Alexandra Lencastre, Manuel Mozos, Teresa Madruga, Rita Blanco, António Fonseca, Luísa Cruz, Adriano Luz, Jorge Tibério
Direcção de Produção: Diana Coelho
Assistência de realização: Paulo Belém
Decoração: Stephen Malho
Guarda Roupa: Yara Jerónimo
Som: Ricardo Leal, Carlos Mota, Miguel Martins
Montagem de Imagem: Jaime Freitas
Fotografia: Inês Cavalho
Argumento: Carlos Mota, Rui Catalão
Produção: Clap Filmes, Paulo Branco
Site oficial: http://www.clapfilmes.pt/ocapacetedourado/portugues/index_ing.html
Sinopse: Negro da noite, uma estrada mal iluminada, motos em acção brincam com o perigo: um grupo de adolescentes desafia a morte num cruzamento. Jota é o líder do grupo, inclassificável, vive em permanente conflito com tudo e todos. Não consegue parar. A sua disputa com a vida passa-se numa pequena cidade de província subjugada pela rotina dos pequenos conflitos, dos pequenos poderes e das pequenas traições. A sua forma de testar os limites, mais do que uma atitude de rebeldia, é um confronto com o horizonte do futuro que o aguarda. O seu destino não segue linhas rectas a não ser as do asfalto. É então que aparece Margarida. Jota não tem interior, Margarida não tem exterior. Apesar disso, ou por isso mesmo, eles encontram-se. O que poderão fazer?

Fontes: http://www.cinema2000.pt/;http://www.clapfilmes.pt/ocapacetedourado/portugues/index_ing.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Saw IV

Começam a sair muitos vídeos do novo capítulo da saga. Muito violentos e não aconselháveis a pessoas que se impressionam com este tipo de imagens. O Saw III foi uma desilusão (o segundo também já não foi nada de surpreendente), este quarto parece ir pelo mesmo caminho. Mas talvez esteja enganado...