sexta-feira, 20 de julho de 2007

Dot.com





Já estreou no passado mês de Abril, mas só hoje tive oportunidade de ver Dot.com, comédia portuguesa realizada por Luís Galvão Teles. Com direito a uma ante-estreia na presença de Cavaco Silva e tudo, esta incursão portuguesa ainda fez correr alguma tinta pela história invulgar. Retrata-se uma pequena aldeia do interior, composta por gente humilde, que se vê confrontada numa situação inesperada: o exigir do encerramento do site de Águas Altas (da aldeia), por parte de uma multinacional espanhola, ameaçando-se mesmo com uma indemnização! Ora é claro que na pequena aldeia haverão os patriotas, que nem por nada deixarão ir para a frente este inesperado ataque, e por outro os receosos de problemas e por isso mesmo a permitirem o referido encerramento! No meio desta caricata história temos ainda o Senhor Engenheiro responsável pela abertura do site, e lutador por uma estrada que ligasse Águas Altas ao mundo. E admitamos já: a história é interessante e tem pano para mangas (globalização, retrato do Portugal rural, situação Ibérica, enfim). Mas todos estes temas passam um pouco longe do filme, ficando tudo pela ramada, mesmo as personagens, estereotipadas ao limite! Contudo chega-se ao fim do filme e o certo é que até nos divertimos com a caricata história, o desenvolvimento da narrativa é agradavelmente eficaz (mesmo que a duração seja excessiva tendo em conta o desenvolvimento simplista), o final é interessante, as histórias paralelas aceitam-se facilmente. Tem os seus problemas, como já referi, mas no panorama do cinema português é satisfatoriamente aceitável, e é neste sentido que atribuo a classificação
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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Há cada uma...

É certo que eu não cozinho, mas quase dou por garantido que as pessoas que me rodeiam têm um comentário a fazer a esta minha falta: "Graças a Deus"! Contudo suspiro de alívio...já que houve uma mulher inglesa que ficou em 2ºlugar num concurso de culinária em que era a única concorrente! Agora quando me arriscar a cozinhar sempre poderei dizer "Mas pelo menos não fico em 2º em certos e determinados concursos em que sou o único concorrente!". O caso insólito (e de bradar aos céus) aconteceu em Inglaterra, e a comissão organizadora do evento justifca assim "Os juízes tinham as suas expectativas e acho que não acharam que o bolo merecesse o primeiro lugar". A senhora chama-se Jenny Brown e no mínimo merece um Obrigado!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Quem disse que os portugueses não têm piada? (2)

"Amanhá"???

terça-feira, 17 de julho de 2007

Transformers

Era para acabar com esta frase, mas o melhor mesmo é não estar com rodeios e dizê-lo já: se Transformers é o melhor filme de acção do ano (como é tão invocado) então rezem muito, porque o fim do mundo está a bater à porta! E não é implicância com Michael Bay. Até se pode fechar os olhos aos clichés (EUA a salvar o mundo, o fim do mundo na mão do rapaz fracassado que impressiona a rapariga boazona, o negro cómico, o presidente idiota, enfim), à história, e desculpem os fãs, risível (robôs a lutarem por um cubo não me parece adequado para o melhor filme de acção do ano), até mesmo às câmaras rápidas e às imagens inconsequentes podemos fechar os olhos…mas então que nos dessem um filme de acção com adrenalina que nos fizesse suar e gritar, enervar, soltar a “criança que está dentro de nós”. Mas neste filme (?!) na melhor das hipóteses solta-se o adolescente imaturo e imbecil. É certo que tem os seus momentos bons, raríssimos contudo, e meto as mãos no fogo que nesses momentos há também a mão de Spielberg, efeitos especiais do melhor deste ano (consegue mesmo ultrapassar os já espantosos feitos conseguidos nos últimos episódios do pirata tresloucado e do homem aracnídeo), é louvável também a interpretação do protagonista (Shia Labeouf) e a beleza da sua amada (Megan Fox), mas tudo o resto é tão inócuo: não tem uma pinga de “terror”, de emoção, da mais pálida ideia do que seja um argumento de cinema (nem vale a pena entrar por aqui, porque há momentos de pura idiotice). O final esperava-se grandioso, mas com contenção, afinal tudo o que é demais…! Este trashformoneys, como já o vi chamarem, é mesmo isso: lixo transformado numa máquina de fazer dinheiro! Eu que até nem sou um dos detractores maiores de Michael Bay, que até aceito os moralismos e clichés do realizador, achei este amontoado de imagens em movimento um triunfo como desenvolvimento informático, mas uma nulidade enquanto filme. A verdade é que ninguém quer saber, e este foi um passo certo na carreira de Michael Bay (olhe-se para a bilheteira!).
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Saramago Casou!

É verdade que ao fim de 85 anos (os últimos 20 passados ao lado de Pilar del Rio) José Saramago casou pela 3ª vez. Mas desengane-se quem pensa que o escritor trocou a jornalista por qualquer outra companhia. Acontece que há 20 anos atrás, quando Pilar e Saramago deram o nó, o enlace foi registado apenas em Portugal, e em Espanha não formavam oficialmente um casal. Para que pudessem ser reconhecidos maritalmente pela lei espanhola, ontem, pelas 3 da tarde, o casal repetiu o “sim” na terra natal de Pilar, perto de Granada, com um número muito restrito de convidados e sem quaisquer exorbitâncias. A união do escritor Nobel e da jornalista começou pela literatura, quando em 1986 Pilar Del Rio comprou o Memorial do convento e ao fim de ter comprado todos os livros do mesmo autor, propôs-se vir a Portugal para entrevistar aquele que viria a ser o seu futuro marido. Escusado será dizer que foi amor quase à 1ª vista, pois dois anos depois estavam casados, até hoje. Recorde-se que apesar de Saramago ter sido o 1º marido de Pilar, Pilar não foi a 1ª mulher de Saramago, já que este esteve casado com a pintora Ilda Reis com quem teve uma filha. Ao escritor, que tanta controvérsia tem causado devido à sua escrita bem como à forma como aborda alguns assuntos sociais, e à sua esposa Pilar, o Frequência Jovem faz votos das maiores felicidades!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Um destino ainda melhor...que mostra a crise que avassala o mundo!

Ficou logo decidido! Quando menos esperava, deparo-me com um artigo sobre o Hotel Ritz-Carlton em Moscovo. Inaugurado no passado dia 1 de Julho, é sem dúvida a escolha ideal para carteiras mais apertadas. Até porque neste caso os preços são tão simpáticos que até arriscamos a ir para uma suite presidencial: 12300 euros a diária. Sim, não me enganei...realmente anda uma pessoa a sujeitar-se a determinadas condições devido aos preços escandalosos da maioria dos hóteis, quando temos esta pequena maravilha na Rússia! "Ah e tal, e o pequeno almoço?" Ora, isso com certeza também não será problema. É certo que não está incluído no preço, mas também não será isso que vos irá fazer melindrar: 1000 euros para dois, e inclui champanhe Cristal, caviar beluga e omeleta de trufas. E tudo isto na maior segurança possível já que os vidros e janelas são à prova de bala na referida suite! E se não poderem lá ficar, pelo menos tomem lá um café por 6 euritos, coisa pouca! Estão convencidos?!... podemos então agora brindar, a este destino ainda melhor (que o anterior, depreenda-se) , com um Château Pétrus de 1961 a 50 mil euros a garrafa.

domingo, 15 de julho de 2007

Um óptimo destino para estas férias...


Drogas: Porque nunca é demais informar! (1)

É verdade que Hoje, mais que nunca até agora, o tema da droga tem deixado de ser tabu para passar a fazer parte dos temas a debater em colóquios, palestras, debates, ou simples encontros, organizados pelas escolas, pelos órgãos de saúde e até pela Igreja. No nosso quotidiano deparamo-nos com diversas informações que nos chegam das mais variadas formas e por diferentes meios, mas será que o facto de haver muita informação é sinónimo de um grande número de pessoas bem informadas? Talvez, quando nos questionam se consideramos que sabemos o suficiente sobre drogas, respondamos afirmativamente, mas nem sempre isso corresponde à realidade. Ao contrário do que pensa o senso comum, "ela" encontra-se muito mais perto de nós do que imaginamos e mais tarde ou mais cedo iremos cruzar-nos com algum tipo de droga na nossa vida, cabe a cada um tomar a decisão correcta. Actualmente tem vindo a lume o assunto das salas de chuto e muito se tem discutido até que ponto são estes espaços benéficos ou prejudiciais. No entanto, esse é um tema que o Frequência Jovem irá abordar daqui a alguns tempos. Esse e outros assuntos relacionados com o tema da Droga, que se como diz na gíria popular "dá pano para mangas". De resto, falta recordar que podem esclarecer dúvidas e pedir auxílio em caso de necessidade em www.idt.pt, o instituto da droga em Portugal.

Agora, fica a conhecer melhor as consequências do consumo de alguns tipos de Droga:

ÁLCOOL: Atinge todos os tecidos do organismo e provoca 350 desordens físicas e psíquicas
ECSTASY Aumento da temperatura, que pode chegar a 42 graus.Impotência sexual. Entre outras
LSD (Lyserg Sarue Diethylamid) Pânico. Sensação de deformação do corpo.Distúrbio psicótico crónico. Entre outras
TABACO Cancro. Asma. Enfisema pulmonar. Insónia, depressão. Entre outras. Cancro na boca provocado pelo cigarro
COCAÍNA Insónia. Problemas arteriais. Tromboses. Convulsões. Entre outras. Cocaína pode provocar trombose
CRACK Tonturas,Desmaios. Hemorragias cerebrais. Psicoses. Lesões do trato respiratório. Entre outras
MACONHA/HAXIXE Défice na atenção auditiva. Surtos psicóticos.Danos na traqueia e brônquios. Falta de percepção. Infertilidade. Entre outras
SOLVENTES e INALANTES Zumbido nos ouvidos. Irritação ocular. Diarreia. Lesões neurológicas. Entre outras
HEROÍNA Emagrecimento extremo. Queda de pressão sanguínea. Afecções gastrointestinais. Apatia. Depressão. Entre outras

Agora cabe-te a ti escolher: a vida ou a droga...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mais do mesmo!

Estreia hoje mais um episódio da interminável saga criada por J.K.Rowling. Com o sobrenome a Ordem de Fénix, Harry Potter promete (ou prometia, tendo em conta as últimas actualizações) ser um estrondoso sucesso, na ordem das anteriores incursões. Mas, para mim, o benefício da dúvida já há muito que se perdeu... a verdade é que para quem não é um acérrimo fã do bruxinho, a saga é sinónimo de incontroláveis bocejos! Não gosto de fazer prognósticos, mas neste caso é quase tão claro como a àgua: mais do mesmo! Afinal, até o tão badalado beijo parece ter sido sujeito a indicações a priori por todas as avós do mundo...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sabias que...

Se uma pessoa gritasse durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, teria produzido energia suficiente para aquecer uma chávena de café...?

O orgasmo de um porco dura 30 minutos...?

Dar cabeçadas contra um muro consome 150 calorias por hora...?

Uma barata viverá 9 dias sem cabeça, antes de morrer de fome...?

Alguns leões acasalam mais de 50 vezes por dia...?

O Ser Humano não consegue tocar com a boca no seu próprio cotovelo...?

As borboletas saboreiam as suas próprias patas...?

O elefante é o único animal que não pode saltar...?

A urina do gato brilha fosforescente, sob uma luz forte...?

Os olhos de uma avestruz são maiores que o seu cérebro...?

As estrelas-do-mar não têm cérebro...?

Os ursos polares são surdos...?

Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que têm sexo por prazer...?

70% das pessoas que leram este post tentaram tocar com a boca no seu próprio cotovelo...?



E então, sabias?!?!?!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Uma Maravilha de evento...

Sete do sete de dois mil e sete é uma data harmoniosa só pelo facto de reunir 3 vezes o número da perfeição, o 7. Como tal, este dia foi o escolhido para ficar na história como o dia em que foram anunciadas as 7 maravilhas do mundo moderno. Tal como a escolha da data, também a escolha do local onde se iria realizar este evento à escala mundial obedeceu a rigorosos critérios e ao fim de algumas conferencias foi anunciado que Lisboa seria a cidade palco do anúncio das 7 maravilhas. Desde Janeiro deste ano que todo o mundo foi votando para eleger aqueles que considerava os 7 monumentos mais maravilhosos do mundo, entre os 21 candidatos que foram passando por grandes critérios de selecção. A par desta mega votação (que poderia ser efectuada através da Internet ou por telefone) decorreu também a nível nacional a eleição das 7 maravilhas de Portugal. Ontem, no tão aguardado dia 7 do 7 de 2007, o estádio da Luz encheu-se de anónimos para apoiar a sua maravilha predilecta mas também de pessoas que fizeram ou continuam a fazer história, como Neil Armstrong, José Carreras, Cristiano Ronaldo ou Jennifer Lopez, entre outros. Ao fim de anunciados os vencedores nacionais (Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio da Pena, Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos, Torre de Belém e Castelo de Guimarães), foram finalmente anunciadas aquelas que irão ficar para sempre como as 7 maravilhas do mundo moderno que foram Cristo Redentor (Brasil), Muralhas da China, Petra (Jordânia), Taj Mahal (Índia), Coliseu de Roma (Itália), pirâmide de Chichén Itzá (México) e Machu Picchu (Peru). É de realçar que os vencedores não se restringiram ao continente europeu (como era de prever, devido à informatização dos países mais desenvolvidos) mas, pelo contrário, espelharam-se um pouco por todo o mundo, com destaque especial para a América Latina que arrecadou 3 das 7 maravilhas. Os resultados da votação nacional e internacional provocaram euforia e desilusão nas pessoas que apoiavam um monumento específico, tal como o espectáculo em si, que contou com inúmeras actuações. Uma das surpresas mais flagrantes da noite foi sem dúvida a “derrota” (se assim se pode chamar, uma vez que Não deixa de ser uma maravilha por excelência) das pirâmides de Gize, a única das 7 maravilhas do mundo antigo que estava em votação. Depois de desvendadas as maravilhas e passada a euforia que surgiu em volta desta cerimónia, será falado o nome de Portugal quando se recordar este grandioso espectáculo com custos elevadíssimos, reflectindo-se no preço dos bilhetes (55€) que não estava à disposição de qualquer carteira e esconde a crise económica do nosso país. Quanto às maravilhas eleitas, não podemos deixar de concordar que foi uma grande dificuldade eleger apenas 7 das imensas maravilhas do nosso país e do mundo. Entretanto faremos planos para que um dia possamos ter o privilégio de estar nos monumentos contemplados.

domingo, 8 de julho de 2007

Esperemos não chegar a tanto...

Hora H - Blogodependente

terça-feira, 3 de julho de 2007

O melhor Festival de Rock

Em circunstâncias normais diria que as altas temperaturas chegaram e trouxeram com elas a adrenalina dos festivais de verão, mas se há coisa que teima em não chegar são mesmo as altas temperaturas! Mesmo assim, com ou sem o calor típico desta época do ano, os festivais de Verão estão aí para animarem as férias do pessoal.
Hoje começou o 2º acto de mais uma edição de um dos mais conceituados festivais Rock em Portugal. Rolava o ano de 95 quando surgiu a primeira edição do Super Bock Super Rock. O público aderiu em massa ao festival e a Gare marítima de Alcântara encheu-se, durante dois dias, de jovens que procuravam diversão absoluta, mas acima de tudo, boa música Rock. Ao longo dos tempos “o melhor festival de Rock” foi sofrendo evoluções desde a expansão por diferentes zonas do país até à recepção de bandas de top internacional. Volvidos 12 anos, o Super Rock Super Bock está aí com um fantástico cartaz do 2º acto (depois da participação dos Metallica no 1º acto) durante os próximos 4 dias. Dele farão parte nomes como The Gift, Arcade Fire, Mundo cão e Scissor Sisters, entre muitos outros.
Se por qualquer motivo não vais poder assistir a este mega festival, podes sempre saber mais em
http://www.superbocksuperrock.net/ ou http://www.13sbsr.blogspot.com/
Já sabes, ficamos à espera que nos contes como foi essa experiência! (se tiveste a oportunidade de participar, caso contrário, podes sempre dizer-nos porque não foste ao “melhor festival de Rock”!)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

"Quem somos, para onde vamos e porque estamos aqui"

Antes de mais, e porque é essencial dizê-lo, assumo-me já como um indivíduo com conhecimentos científicos na ordem do normal para um jovem do século XXI! E digo-o já porque de facto se há qualidade em “A fórmula de Deus” de José Rodrigues dos Santos é a sua simplicidade e, por paradoxal que pareça, riqueza em conhecimentos científicos que esbanja. A imensa informação que aborda é impressionantemente fácil de entender, e evoca questões muito curiosas que tratando-se do eterno Ser, parecem passar ao lado de muita gente (eu acuso-me!). Fala-se da teoria da relatividade, da força forte e da força fraca, da gravidade, de bombas atómicas e de bombas de hidrogénio, do princípio da incerteza, dos teoremas da incompletude, da força electromagnética, do Big Bang, do Big Crunch, do Big Freeze, e de tantos outros termos e teorias científicas. Cabe ainda um lugar à religião (afinal o título evoca logo o nome de Deus): fala-se do Hinduísmo, do Budismo, do Cristianismo. Fala-se também de Einstein. E se tudo vos parece confuso, digo-vos que se fala (e perdoem-me este termo pois afinal num livro não se “fala”, quando muito, reflecte-se aquilo de que falamos), das mais simples, mas complexas questões da humanidade: quem somos, para onde vamos e porque estamos aqui?!

Ora JRS obviamente não fala em certezas, mas com certezas eu vos digo que muitas achas deita à fogueira. As revelações, encadeadas nos diálogos das personagens, são extraordinárias! E já que tenho a deixa das personagens, começo então agora por me debruçar no enredo, frustrantemente, a parte menos boa do livro. Tudo é demasiado cliché! Tomás de Noronha, historiador e criptanalista, num belo dia conhece uma belíssima mulher iraniana (onde é que eu já vi isto?), que lhe propõe, a mando do governo do Irão, uma proposta irrecusável. Essa proposta gira em torno de um documento nomeado Die Gottesformel escrito por Albert Einstein! Mas, porque a história assim não tinha piada nenhuma, era necessário a habitual jogada dupla: Tomás é também contratado pelos americanos para o mesmo fim. E se pensam que temos “pano para mangas” estão enganados: ainda há os surpreendentes e nada habituais problemas familiares, neste caso em relação ao seu pai (que, curioso, era um pai distante!). É certo que o desenvolvimento da narrativa até é interessante, agarrando o leitor do início ao fim, como diria o principezinho, cativando! Mas tudo é demasiado forçado…não se lhe exige perfeição realística, mas em “A fórmula de Deus” há um certo abuso. Para além de haver os estonteantes clichés. No reverso da medalha há que admitir que a carga visual do filme é muito forte, existindo mesmo algumas descrições ricas em pormenores, não descurando, contudo, a louvável simplicidade de escrita (compreendida por termos uma “mão” de jornalista).

E porque me estou a alongar demais, e é importante ainda deixar no ar algumas considerações acerca dos temas debatidos, concluo simplesmente com uma recomendação à leitura desta nova incursão de JRS (mesmo com algumas reservas no que diz respeito ao romance policial, ainda longe dos congénitos de Dan Brown). Concluída a minha simples opinião do livro (e não passa de uma simples opinião de um simples leitor), chego à parte mais estimulante. E há essencialmente duas questões, levantadas pelo livro, que queria aqui deixar: afinal Deus é bom e omnipotente? “JRS” diz-nos o seguinte: “se Deus é bom, não pode ser omnipotente, uma vez que não consegue acabar com o mal. Se Ele é omnipotente não pode ser bom, uma vez que permite a existência do mal. Um conceito exclui o outro” Interessante não?! E, por fim, quem somos, para onde vamos e porque estamos aqui?! Por razões óbvias não irei expor a ideia estupefaciente do livro, pois se JRS me deu oportunidade de fazer esta opinião ele também merece este comentário final: se querem saber a resposta milionária, comprem o livro!

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