A sua vida foi tudo menos sedentária. Aos cinco anos mudou-se com a sua família da sua cidade Natal (Marion, Indiana) para Santa Mónica, na Califórnia. Quatro anos mais tarde, aquando da morte da sua mãe, volta para Indiana para viver com os tios numa quinta.
Sendo uma criança tímida e isolada, encontrou a cumplicidade num reverendo de 30 anos com quem lia poemas e ouvia Tchaikovski. A cumplicidade era tanta que as más-línguas chegaram a apontar o reverendo como o responsável pelo início da vida sexual de James Dean (após a sua morte, o mesmo reverendo fez declarações que quase comprovaram os boatos).
Se foi através deste reverendo eu iniciou ou não a sua vida sexual, só eles o saberá, mas o que é certo é que este era um assunto ao qual o jovem dava muito valor. Para provar a sua masculinidade envolveu-se com uma professora de Educação Física e na escola tinha como principal objectivo perder a virgindade. Mesmo assim, aquando das admissões ao serviço militar, declarou ser Gay e por isso foi dispensado. Também no início da década de 50, enquanto se tentava afirmar como actor em Los Angeles, tropeçara na prostituição. Tempos mais tarde, após ter conhecido o director de televisão Rogers Brackett, foi morar com ele. Apesar de James sempre se ter referido a esta relação como de “amizade”, Brackett ia mais longe e dizia que amava e era correspondido. Alguns amigos definiam-no como multissexual, uma vez que queria experimentar tudo o que estivesse relacionado com sexo. Para além da sua intensa vida sexual, o galã tinha outras paixões como fumar maconha, beber cerveja e conduzir a altas velocidades.
A par de tudo isto, a sua carreira seguia de vento em poupa. A sua relação com Rogers Brackett valeu-lhe a ida para Nova Iorque e o trabalho no Actor’s Studio, onde se encontrou com outras estrelas de Hollywood e daí à fama foi um instante. Gravou sete filmes, entre os quais, “O Gigante” e “A Leste do paraíso” que fizeram com que fosse o 1º actor falecido a ser nomeado para os Óscares (melhor actor). Aquele olhar arrebatador aliado a um talento especial pela representação fazia delirar as fãs e os seus filmes esgotavam salas de cinema inteiras.
A promessa de uma carreira de sonho foi bruscamente interrompida pelo estúpido acidente de que foi vítima, mas o que viveu será recordado hoje, 52 anos depois daquele dia, e sempre enquanto se contar a história do cinema.









Quando escrevi sobre Família Superstar, lembro-me de um comentário do Bruno Costa (bc23) em que mostrava a sua confiança na Operação Triunfo (RTP) ao invés do programa da SIC. E lembro-me também que lhe respondi qualquer coisa como: "a Família Superstar é um bom entretenimento, mas a Operação Triunfo é de outro campeonato!" E assim foi esta noite... enquanto o projecto da SIC descambou depois de um interessante primeiro episódio, a aposta do canal público revela-se um "produto" muito bem feito! É de louvar de lés a lés todo o programa: uma simpática apresentadora, um júri carismático, concorrentes espontâneos e muito heterógeneos (temos a gorduchinha com a voz poderosa, o rapaz do colégio, a loira sensual, o brincalhão, enfim), e um cuidado na apresentação e divulgação dos conteúdos raro na televisão portuguesa. A verdade é que o espectáculo demorou cerca de três horas e meia, mas, como se diz, "passou a voar". Ao contrário do projecto da sic, e pior ainda do Sabe mais do que um miúdo de 10 anos? da RTP, esta Operação Triunfo não se perde em discursos desnecessários, cinge-se ao que interessa, não exagera no sensasionalismo, mas mostra que tudo é apetrachado com grandes profissionais. O conceito é conhecido por todos: 16 concorrentes entrarão numa casa em que terão aulas de canto, de interpretação, de dança e expressão corporal, ainda que as actividades decorram das 9:00 às 20:00 não se privando, portanto, os alunos do mundo exterior (o que me parece uma belíssima ideia). O talento dos concorrentes é inexplicável e há casos em que fico a pensar "Onde esteve esta gente este tempo todo?!" Operação Triunfo é, portanto, e desculpem-me a repetição, um verdadeiro Triunfo na televisão portuguesa e, ainda que o conceito não seja original, há o dito factor X. Recomendadíssimo...