Apesar de ter uma saúde frágil, Ernestito era muito bom aluno e um apaixonado por desportos, para além de ter uma enorme facilidade de relacionamento com os outros.
Aos 23 anos, depois de já ter vivido e convivido muito e quase a acabar medicina, Ernesto Guevara inicia um dos momentos mais altos da sua vida ao embarcar numa emocionante viagem com o seu melhor amigo Alberto Granado. O desafio era percorrer a América Latina durante oito meses. Foram certamente os meses mais marcantes da sua vida, prova disso é a intensidade com que relata nos famosos “Diários de Che” a pobreza e a miséria mas também a bondade e a humildade que encontrou nos 5 países por que passou.
Para pagar as despesas da viagem, os dois amigos trabalharam como carregadores, lavadores de pratos, marinheiros e médicos, o que já revelava a sua corageme espírito de independência. Foi a partir dessa viagem que começou a expressar-se como um Latino-Americano revoltado e não apenas como um Argentino.
Aos 25 anos abandonou para sempre a Argentina em busca da cura para a sua doença, a asma, mas o que o esperava era uma batalha que lhe iria custar a vida.
A partir daí parte de país em país, visita velhos amigos e faz novas amizades, observa a sociedade, aprende, cultiva as suas ideologias.
Passa algum tempo enquanto Ernesto de la Serna encontra no comunismo a consistência política dos seus ideais, enquanto passa por provações para desempenhar a sua profissão e ajudar os pobres, enquanto conhece uma acérrima comunista que mais tarde será a sua 1ª mulher, enquanto ganha o apelido de Che, até que conhece os projectos que existem para derrubar o sistema cubano e, entretanto no México, o homem que está por trás de tudo isso: Fidel Castro.
Já depois de ter ido, por Fidel, para a frente da batalha em Havana e ter sido dos 12 soldados que sobreviveram foi nomeado comandante. Entre essa data (1957) e 1964, enquanto As relações entre Cuba e os EUA estão muito tensas, Che escreve e edita os seus livros. Em 11 de Dezembro de 1964 discursa na ONU onde oferece o apoio de Cuba para as lutas de libertação no Terceiro Mundo.
Tal como dizia, era difícil estar à frente de um secretária apenas a representar o povo e não o ajudar no terreno. Como tal, após ter renunciado a todos os cargos em Cuba, parte para a Bolívia para criar um centro de treino para a guerrilha mas tal não acontece. Vários desentendimentos entre o PC boliviano e a guerrilha fazem com que os comunistas retirem o seu apoio, deixando Guevara e seus homens completamente isolados.
Uma vida de luta pela libertação dos povos culminou na sua execução a 9 de Outubro de 1967, depois de ter sido capturado no dia anterior pelo exército dirigido e apoiado pelos Rangers norte-americanos.
Hoje, El Che é exemplo de vida a muitos jovens que clamam pela justiça social e o Herói do século XX da América Latina.















