sábado, 13 de outubro de 2007

El Che...


Este post será um tanto ou quanto extenso, mesmo assim, neste texto constam apenas os pormenores mais importantes da vida Heróica de Che Guevara, que começou a 14 de Junho de 1928 quando Celia de la Serna dá à luz o primeiro de cinco filhos de nome completo Ernesto Guevara Lynch de la Serna.
A educação que a mãe lhe deu e o que aprendeu nos livros da biblioteca de casa influenciaram a sua vida e o seu espírito de herói. Célia de La Serna e o marido mantinham em casa um espírito de esquerda e enchiam a biblioteca pessoal com clássicos como Julio Verne, Baudelaire, Antonio Machado, Cervantes, García Lorca, Pablo Neruda, entre outros, todos lidos por Ernesto.
Apesar de ter uma saúde frágil, Ernestito era muito bom aluno e um apaixonado por desportos, para além de ter uma enorme facilidade de relacionamento com os outros.
Aos 23 anos, depois de já ter vivido e convivido muito e quase a acabar medicina, Ernesto Guevara inicia um dos momentos mais altos da sua vida ao embarcar numa emocionante viagem com o seu melhor amigo Alberto Granado. O desafio era percorrer a América Latina durante oito meses. Foram certamente os meses mais marcantes da sua vida, prova disso é a intensidade com que relata nos famosos “Diários de Che” a pobreza e a miséria mas também a bondade e a humildade que encontrou nos 5 países por que passou.
Para pagar as despesas da viagem, os dois amigos trabalharam como carregadores, lavadores de pratos, marinheiros e médicos, o que já revelava a sua corageme espírito de independência. Foi a partir dessa viagem que começou a expressar-se como um Latino-Americano revoltado e não apenas como um Argentino.
Aos 25 anos abandonou para sempre a Argentina em busca da cura para a sua doença, a asma, mas o que o esperava era uma batalha que lhe iria custar a vida.
A partir daí parte de país em país, visita velhos amigos e faz novas amizades, observa a sociedade, aprende, cultiva as suas ideologias.
Passa algum tempo enquanto Ernesto de la Serna encontra no comunismo a consistência política dos seus ideais, enquanto passa por provações para desempenhar a sua profissão e ajudar os pobres, enquanto conhece uma acérrima comunista que mais tarde será a sua 1ª mulher, enquanto ganha o apelido de Che, até que conhece os projectos que existem para derrubar o sistema cubano e, entretanto no México, o homem que está por trás de tudo isso: Fidel Castro.
Já depois de ter ido, por Fidel, para a frente da batalha em Havana e ter sido dos 12 soldados que sobreviveram foi nomeado comandante. Entre essa data (1957) e 1964, enquanto As relações entre Cuba e os EUA estão muito tensas, Che escreve e edita os seus livros. Em 11 de Dezembro de 1964 discursa na ONU onde oferece o apoio de Cuba para as lutas de libertação no Terceiro Mundo.
Tal como dizia, era difícil estar à frente de um secretária apenas a representar o povo e não o ajudar no terreno. Como tal, após ter renunciado a todos os cargos em Cuba, parte para a Bolívia para criar um centro de treino para a guerrilha mas tal não acontece. Vários desentendimentos entre o PC boliviano e a guerrilha fazem com que os comunistas retirem o seu apoio, deixando Guevara e seus homens completamente isolados.
Uma vida de luta pela libertação dos povos culminou na sua execução a 9 de Outubro de 1967, depois de ter sido capturado no dia anterior pelo exército dirigido e apoiado pelos Rangers norte-americanos.
Hoje, El Che é exemplo de vida a muitos jovens que clamam pela justiça social e o Herói do século XX da América Latina.

Al Gore e o Nobel da Paz!

São poucas as vozes concordantes (pelo menos no mundo da blogosfera) à atribuição deste prémio ao ex vice-presidente dos Estados Unidos, principalmente pela confusão que pode gerar o nome do Nobel: PAZ! Diz-se que se deveria atribuir o prémio a alguém que tem lutado contra a guerra, a fome ou a discriminação! Mas o ambiente não é também um assunto urgente a ser resolvido?! Ou a paz é só e apenas um antónimo de guerra?! As questões ficam no ar, e as respostas não serão mais clarificadoras para o caso. A atribuição do prémio não é assim tão simples (!). Por um lado, não vejo em Al Gore o verdadeiro sentido de sacrifício, como por exemplo o víamos, no seu expoente máximo, em Madre Teresa de Calcutá. Comparações ínúteis à parte, a verdade é que Al Gore ganha balúrdios inimagináveis com esta questão do ambiente.... lembro-me que quando veio a Portugal dar mais uma das enésimas conferências que deu, falou-se em qualquer coisa como 135 mil euros por hora e meia. Ora é isto que, para mim, é verdadeiramente revoltante. Afinal, se ele se preocupa tanto com o ambiente, dando até com (muito) sensasionalismo o ar de urgência planetária à questão, então não deveria ser esta a sua postura com certeza. Há um aproveitamento da questão para benefício próprio, que descredibiliza ( e muito) aquilo que diz. Já para não falar das contas de electricidade avultadas que vieram a público, que só mostram que o seu lema é "olha para o que eu digo, mas não olhes para o que eu faço". E assim o prémio é uma tremenda injustiça, até porque existem outros nomes que gratuitamente e com muito sacríficio e empenho se debatem sobre questões urgentes a serem resolvidas. O problema, portanto, para mim, não está no facto da questão ser do ambiente, mas na conduta imprópria de Al Gore. Mas surge outro problema: até que ponto os fins, neste caso, não justificam os meios?! Ou seja, ainda que o prémio, a clamarmos verdade, não seja justo, não será importante atribui-lo para novamente se falar da (urgente) questão, para dar mais ênfase ao problema?! E a ser verdade ele aproveitar a "onda" para concorrer à Casa Branca, não será também importante um presidente que ponha fim à indiferença dos Estados Unidos pelo ambiente?! Muitas perguntas, mas as respostas, penso eu, melhor o tempo as dirá...
Do lado direito, a pergunta impõe-se: justo ou não este prémio de Al Gore?!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Tem-se falado disto...

Ainda pensei duas vezes se havia de postar isto, mas, sejamos sinceros, ela tem o seu ar de estrela (e os seus dotes físicos!) e temos todos curiosidade no que vem praí, depois da desastrosa actuação nos VMA. O vídeoclip do regresso de Britney Spears... (não menos desastroso, diga-se já!)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Cinema: a estrear!

Infelizmente as estreias de meados de Outubro ainda não são preenchidas pelos filmes Óscarizáveis, digamos assim. E então esta semana é recheada de fracassos de crítica! Mas também nem sempre ela tem razão… aliás o que é mesmo a crítica?! Nós, amadores, também fazemos os nossos juízos, com certeza! Ora e a contarem-se os trocos da bilheteira, a semana muda de paradigma. Por exemplo, o terceiro episódio de Hora de Ponta (mais uma vez, 2007 o ano do 3!). Repudiado pela crítica, mas acolhido pelo público, Hora de Ponta 3 regressa, obviamente, com Jackie Chan e os seus mirabolantes saltos. Esta comédia de acção é assinada novamente por Brett Ratner que fez um bom trabalho no já terceiro episódio mas da saga X-Men (um campeonato à parte, com certeza). Para quem não está disposto a tanta adrenalina, A juventude de Jane é a proposta vinda do Reino Unido e dos EUA, com Anne Hathaway e Maggie Smith no elenco. Ambientado nos finais do séc. XVIII mostra a divisão de jovens entre o casamento imposto pelos pais, e o amor verdadeiro (onde será que já vimos isto?!). Para os amantes dos thriller’s um filme português (Julgamento) e, vindos da mãe cinéfila, Invisível e O reino. Invisível lembra (demasiado) O Sexto Sentido, e, a não fugir ao paradigma da semana, foi um fracasso da crítica especializada. No elenco, Justin Chatwin e Marcia Gay Harden. Em O reino nasce curiosidade pela história de terrorismo que, assustadoramente, poderia ser real. O elenco conta com Jamie Fox e Jennifer Garner. Em o Julgamento, filme português, assinado por Leonel Vieira, conta-se uma história de Vendetta, que envolve revoltas e ressentimentos do tempo da ditadura Salazarista. Com Júlio César, José Eduardo e Alexandra Lencastre, a aposta portuguesa parece ganha. Sem dúvida, a destacar! Por último, A vida interior de Martin Frost. Tem invadido a televisão portuguesa, a publicidade tem sido muita e a quem parece estranho este filme americano de Paul Auster ter tanto apoio da media em Portugal explique-se: foi rodado em Sintra. Um história de surrealismo, com David Thewlis no elenco.
Título: Julgamento
Realizador: Leonel Vieira
Elenco: Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Júlio César, José Eduardo, Henrique Viana, Carlos Santos
Género: Drama/Thirller
Produtora: Stopline Filmes
Sinopse: “Julgamento” conta a história de Jaime Ferreira (Júlio César), um professor universitário alcoólico e atormentado, que um dia se vê confrontado com o seu maior sonho e o seu pior pesadelo: encontrar o inspector da PIDE que, durante a ditadura de Salazar, o prendeu, torturou e matou Marcelino, um dos seus camaradas.É num julgamento em que a sua filha Catarina (Fernanda Serrano) é advogada de defesa, que Jaime reconhece no arguido o homem que durante todos estes anos assombrou as suas memórias. Confrontado com este facto inesperado e perturbador, partilha a sua descoberta com Joana (Alexandra Lencastre), a filha de Marcelino, com quem mantém uma relação algo tumultuosa, e com dois amigos dos tempos da luta antifascista, Miguel (José Eduardo) e Henrique (Henrique Viana). O primeiro é um médico dedicado, mas com um casamento periclitante, o segundo é um político bem sucedido, que hoje se movimenta naquela área cinzenta entre o poder e as finanças.A revelação desperta sentimentos confusos em todos, mas é Jaime que, num momento de impulso irreflectido, embarca num caminho sem retorno: rapta o ex-PIDE e leva-o para a sua casa de campo, um lugar recôndito e aprazível que, pouco a pouco, se transforma numa arena onde as emoções mais intensas andam à solta.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

As apostas (e as críticas) ao Nobel da Literatura...

É já amanhã que será revelado o nome do vencedor do mais importante prémio literário do mundo: o Nobel! Como sempre, a academia sueca mantém o silêncio até sobre os possíveis candidatos, mas as apostas repetem-se por sites e blogs, revistas e jornais. Do que li, parece-me que os nomes mais prováveis são: Philip Roth (americano), Don DeLillo (americano), Amos Oz (israelita), Mario Vargas (peruano), Carlos Fuentes (mexicano), Clauido Magris (italiano) e Les Murray (australiano). Mas por entre tantas apostas, há também, com mais ou menos receio, ataques ao mediatizado prémio. "Subjectivo, parcial e ingrato", diz-se (e bem!) que segue o politicamente correcto, e não o justo (se bem que o conceito de justiça é discutível.). E claro, as habituais acusações de poucas serem as mulheres vencedoras. Mas que é importante lá isso é: veja-se José Saramago antes e depois do Nobel! E, porque falamos de um escritor português, então acreditemos na aposta portuguesa: António Lobo Antunes...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Hasta Siempre, Che!

No dia em que se assinalam os 40 anos do desaparecimento físico do herói da América Latina, fica uma homenagem.
Qualquer homenagem é pequena para demonstrar a grandeza do seu carisma, mesmo assim, são inúmeros os vídeos que podemos encontrar no youtube do "Comandante Che Guevara".
Quanto a este vídeo, penso que a letra da música dispensa qualquer palavra...

Planeta Terror: um (muito) bom filme xunga!

Sejamos claros: À Prova de Morte é, desde já, um dos melhores filmes do ano com certeza. O génio de Quentin Tarantino, naqueles diálogos que, no mínimo, arrepiam, está todo lá, mais as brilhantes interpretações arrancadas a actrizes que até aqui passavam bem despercebidas. Uma homenagem sincera aos filmes que homenageia, no fundo, À Prova de Morte, acaba por parecer uma carta de amor aos filmes série-B, muito populares nos anos 70. Planeta Terror, estreado semana passada no cinema, e com realização de Robert Rodriquez, acaba por ser perfeito para a primeira parte da tal carta de amor. Eu explico: aqui não há (previsivelmente) diálogos muito rebuscados, mas sim um divertimento descomunal (no bom sentido!) que só pode vir de alguém que tem muito amor a estes filmes grindhouse. Rodriguez fê-lo por instinto, digamos assim, não quis inovar ou recriar, melhorar, nada disso! Fez um filme xunga que não é xunga. Ora e os clichés estão todos lá: uma experiência bioquímica corre mal e espalha uma nuvem verde que zombifica todos os que se lhe aproximem. Mas ao contrário de um certo e determinado aclamado filme começado por T, este diverte como o caraças! O casal de médicos é hipnotizante, Rose McGowan brilhante naquela já brilhante ideia da perna-metralhadora, os fotogramas estragados têm efeitos mais que homenagear, o final é dos melhores do género. Grindhouse em completo ainda me é desconhecido (faltam os aclamados trailer’s falsos), mas conhecendo-lhe já as principais partes, prevê-se o sentimento de ver estes dois grandes filmes juntos que encaixam como mãe e filho. Robert Rodriguez já fez sem intenção muita mediocridade, mas quando se trata de a fazer intencionalmente, aí sim, saem bons filmes xunga.

Classificação (Planeta Terror; À Prova de Morte):

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Isto merece uma vénia...

domingo, 7 de outubro de 2007

Hasta la vitória, siempre!




"Hasta la vitória, siempre" é uma das suas famosas citações. A foto que se encontra em cima está Hoje estampada em milhares de camisolas de jovens de todo o mundo que clamam pela justiça social. Este homem, autor desta frase, rosto de tantas e tantas camisolas (e não só), exemplo de vida para muitos, chamava-se Ernesto Guevara de la Serna mas o seu legado ficou imortalizado sob a égide de Che Guevara, ou simplesmente El Che.
Marxista-Leninista convicto, correu a América Latina pra descobrir toda a espécie de problemas sociais possíveis e imaginários. Perante isto, iniciou uma vida ligada à política que o imortalizou, acima de tudo, pela sua coragem. Quarenta anos após a sua morte, a luta da sua vida será recordada aqui, pelo Frequência Jovem...

sábado, 6 de outubro de 2007

Até para quem não gosta de hip-hop...

Secalhar até nem tem pinta de rapper, não sei! Até se diz que cresceu num bairro de classe média e não é esse o espírito hip-hop, pouco me importa! Graduation de Kanye West é puro entretenimento musical (no bom sentido!). É futurista e viciante, e é uma fugida a muitas músicas (?!) hip-hop que andam praí. Com ares robóticos e um uso constante de sintetizadores, Gradutation é, no mínimo, uma pequena obra-prima do género. Porque não se limita às revoltas ridículas e aos maneirismos do estilo! Recomendadíssimo, tanto que os pequenos defeitos que tem não merecem ser ditos! Ouçam "Champion", "Stronger" (feito à volta de um sample do tema “Harder, Better, Faster, Stronger” dos Daft Punk), "I Wonder", "Can' tell me nothing", "Flashing Lights", "The Glory" e "Homecoming" (com Chris Martin dos Coldplay)... e acabei por vos sugerir quase todas as músicas do álbum! Acontece aos bons...
Classificação:
No player t(r)ocam-se boas músicas: agora "Stronger"!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cinema: a estrear!

E esta semana pertence indubitavelmente a Planeta Terror! Pronto, Robert Rodriguez nem de longe é Quentin Tarantino, é certo, mas Planeta Terror vem de um "pacote" chamado Grindhouse que continha À Prova de Morte e isso já aguça (e muito) a curiosidade. Ora, com certeza o irei ver, com certeza daqui a uns dias falarei dele aqui (e aproveito a deixa para falar de À Prova de Morte, que bem merece!). E o destaque, porque daqui seria ridículo fazer-se suspense, vai, pois claro, para Planeta Terror! Mas o resto das estreias também não estão nada mal: .45, O caminho do guerreiro pacífico, O mal casado, fados e… Estás cada vez mais frito, meu! Vá esta última é excepção: a crítica odiou, o público também não me parece ter gostado (2,6 no imdb) e trata-se da continuação de uma (idiota) comédia (?!). No elenco Ice Cube! Isto só mesmo para fãs acérrimos da saga…Por outro lado, o mal casado parece-me um proposta muito interessante. O trailer é apelativo, tem Ben Stiller e Michelle Monaghan no elenco e foi aplaudido pela crítica. Das comédias, vamos para o drama de 2006 O caminho do guerreiro pacífico de Victor Salva. Poderá estar aqui uma boa lição de vida, a julgar pela sinopse. Agora, Milla Jovovich! Quer dizer, o filme chama-se .45 mas admitamos: ninguém vai ver o filme a não ser pela Milla…é sempre apelativo! Por último Fados, que não fosse haver um Planeta Terror, e seria o destaque da semana. Um musical português, com realização de Carlos Saura e no elenco Carlos do Carmo, Mariza e Camané. O filme encerra uma trilogia iniciada por Flamenco ao qual se seguiu Tango e, agora, este Fados. No fundo acaba por ser o que melhor e mais genuinamente poderá retratar o povo português!
Título Original: Planet Terror
Género: Terror
Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Estúdio: Dimension Films / Rodriguez International Pictures / Troublemaker Studios Distribuição: Europa Filmes
Realização: Robert Rodriguez
Argumento: Robert Rodriguez
Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e Erica Steinberg
Música: Graeme Revell e Carl Thiel
Fotografia: Robert Rodriguez
Desenho de Produção: Steve Joyner
Figurino: Nina Proctor
Montagem: Ethan Maniquis e Robert Rodriguez
Elenco: Freddy Rodríguez (El Wray)Rose McGowan (Cherry Darling)Marley Shelton (Dra. Dakota Block)Josh Brolin (Dr. William Block)Michael Biehn (Xerife Hague)Naveen Andrews (Abby)Michael Parks (Earl McGraw)Jerili Romeo (Ramona McGraw)Tom Savini (Deputado Tolo)Rebel Rodriguez (Tony Block)Carlos Gallardo (Deputado Carlos)Stacy Ferguson (Tammy)Felix Sabates (Dr. Felix)Hung Nguyen (Dr. Crane)Julio Oscar Mechoso (Romey)Jeff Fahey (J.T. Hague)Bruce Willis (Tenente Muldoon)James Parks (Edgar McCraw) Robert Rodriguez Quentin Tarantino
Sinopse: O casal de médicos William e Dakota Block descobrem que a cidade está inundada de gente infectada com feridas gangrenadas e um suspeito olhar vazio nos seus olhos. Entre os feridos está Cherry, uma bailarina de strip-tease cuja perna foi arrancada do corpo durante um ataque na estrada. Wray, o seu ex-namorado, está ao seu lado, a protegê-la. Cherry pode estar de rastos, mas ainda não dançou pela última vez. Enquanto os inválidos se tornam cada vez mais agressores enraivecidos, Cherry e Wray lideram um grupo de guerreiros acidentais pela noite dentro, empurrando-os para um destino que deixará milhões infectados, inúmeros mortos e um pequeno grupo de sortudos tentando encontrar o último lugar seguro no PLANETA DO TERROR.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

E esta hein?

Não fosse já Fernando Peça nos ter deixado, e soltar-se-ía aqui um "E esta hein?". No fundo, rankings não passam disso mesmo, de rankings, mas não deixa de ser curioso que a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol tenha colocado num ranking o Sporting lugares abaixo de um outro Sporting, mas de Braga! O Benfica, como clube português, orgulha-se do primeiro lugar, ainda que no geral se situe em 34º. O FC Porto, mais abaixo, em 57º e os Sporting's em 104º e 112º! Mas, também, pelo (pouco) que li já deu para perceber que as regras impostas não são as melhores. Aliás, até já se fala que na próxima actualização estará o Fátima!
P.S.: não tentem relacionar a imagem com o texto, pf!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aleluia! Terror num cinema perto de si...

E as modas param assim: muito sangue, violência, e um uso descomunal dos efeitos técnicos, nomeadamente sonoros. Falo do cinema de terror, pois claro! A verdade é que as boas propostas (a existirem) não se vêem no mercado, ou exigem um faro do consumidor muito apurado para estas coisas. O que se tem passado no cinema de terror é, repito, um abuso das capacidades técnicas actuais e a busca por um facilitismo que só se compreende por quem não tem amor á arte, mas sim aos lucros fáceis. Até porque todos sabemos que, no fundo, se, nem que seja em segundos, depois de um silêncio aparente, nos “rebentarem” os ouvidos com os gritos estridentes de alguém, ai nós saltamos com certeza! Mas isto não é cinema de terror! E não basta também pôr umas caras bonitas a correr descontroladamente (preocupadas mais com a sua aparência para a câmaras do que outra coisa) numa história que se inventará como real! Ah e, por favor, não usem “ O filme mais polémico do ano”, quando a polémica é exactamente o estrondo de bilheteira numa nulidade cinematográfica… Percebem-me a frustação, aqueles que viram, por exemplo, um Psycho ou um The Shining e deparam-se agora com um terror Paris Hilton (sem ofender a moça, que tem os seus dotes físicos!).


E não nomeei estes clássicos de Hitchcock e de Kubrick, por acaso, não senhor! É que com tanta revolta evidente, encontrei duas boas propostas no género, baseadas nos ditos cujos! Vá lá, não são assim BONS, mas no campo actual têm os seus méritos. Comecemos por O Motel um trabalho que num daqueles (errados) prognósticos, mas que os fazemos (admitamos!), poderia parecer deja vú! Um remake de um clássico (Psycho), um casal como protagonista numa daquelas enésimas situações em que, no desvio da auto-estrada, vão encontrar um motel a querer dar o ar de sua graça! Mas porque “ as aparências enganam”, e não fosse isso eu não estaria aqui a falar dele, O Motel foge em muitos pontos ao habitual “terror” praticado actualmente. É feito à moda antiga (bem ditas tradições!), a sensação da claustrofobia é grande, nos protagonistas o medo é sentido de forma “real” e transmitido aos espectadores. Ora, e claro, boa química entre o casal Kate Beckinsale e Luke Wilson! Os méritos caem obviamente (e também) no realizador californiano de origem húngara Nimród Antal. O principal defeito é aquele final incompreensível, em que me arrisco a propor, ao autor de tão idiota ideia, umas “férias” naquele Motel. Porque se merecia, lá isso merecia… De Hitchcock, vamos para Kubrick e para Stephen King. E pelo menos o realizador não desonra tão brilhantes nomes que se lhe associam ao filme! E em 1408 também poderíamos prever (e temer) um mau resultado, mas não! O trailer não é favorável, a história tinha tudo para ser um fracasso: um escritor que faz dinheiro a desmistificar assombrações, descobre um quarto num hotel nova-iorquino cuja gerência faz questão de o manter fechado a sete chaves. E digo que tinha tudo para fracassar, já que o espaço é muito limitado, baseado numa única personagem (interpretada aqui por John Cusack) e para isso é preciso a sua mestria! E (aplausos!), o realizador não faz uso abusivo das tentações visuais computorizadas, mas aposta na criação da atmosfera e do ambiente. A montagem sai também com nota positiva, e à David Lynch, há quase um “cada um tira as suas próprias conclusões”. Merecia mais uns sustos valentes, é certo, mas, como disse, não é BOM, é (surpreendentemente) agradável. Ou desagradável…
Classificação (O motel / 1408):

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Reverência ao destino...




Este poema de Carlos Drummond de Andrade tem tanto de extenso como de extraordinário.
Estas linhas esbanjam a verdade que tantas vezes recusamos aceitar no quotidiano...

Eis o original,



Reverência ao Destino...

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por atitudes e gestos o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer ” oi " ou ” como vai ? "
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que somente uma vai te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.