sexta-feira, 23 de novembro de 2007

É da inocência das crianças que advém a verdade...


Até aqui o mundo da ciência questionava-se relativamente à altura em que o Ser Humano começava a julgar os outros. A resposta foi dada ontem na revista "Nature" por investigadores norte-americanos que apontam os seis meses.
O estudo que levou a esta conclusão foi realizado pelo departamento de psicologia da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut através da análise do comportamento de bebés com idades entre os seis e os dez meses perante fantoches. Assim, descobriu-se que com meio ano de vida os bebés já são capazes de julgar se os outros são bons ou maus, mesmo que o motivo que os leve a pensar isso não os afecte directamente.
Ao que parece, as crianças ficam mais felizes e satisfeitas se estiverem ao lado de alguém que tenha atitudes dignas e altruístas. Por outro lado, ficam instáveis quando se aproximam pessoas de mau carácter e que gostem de perturbar a vida dos outros.
Infelizmente, muitos adultos não vêem (ou não querem ver) aquilo que bebés com meio ano de vida conseguem ver. Penso que esta é mais uma prova de que é da inocência das crianças que se extrai a maior verdade!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

MTV Exit

Isto não se deveria ficar pela MTV, mas também deveria ser transmitido nos 4 canais abertos nacionais...

domingo, 18 de novembro de 2007

Ainda não falei disto aqui...

Eu ponho as minhas dúvidas no sucesso deste regresso das Spice Girls...até porque, no fundo, elas são um grupo da moda ( e digo isto sem qualquer conotação pejurativa, porque também precisamos de grupos assim!). Mas, como dizem os americanos, we never know...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Dia internacional de tolerância...

Num mundo invadido pela globalização, há que pôr de lado racismos e preconceitos! Há que ser tolerante com quem não é como nós! Há que aceitar a variedade de culturas!
Pensei que este poema se adequava ao dia de hoje...


Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio

António Gedeão

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

E quem discorda? (2)

"Não podemos ser verdadeiramente fortes enquanto não virmos o lado divertido das coisas"

Ken Kersey

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Tarda, mas não falha!

Enfim, Corrupção…filme que me intriga essencialmente porque não me decido ao avaliar a minha opinião como resultado de um jogo de expectativas, ou mesmo mau gosto cinematográfico. Afinal, parece-me a mim que isto de não ir ver os filmes logo na semana em que rebentam no cinema, tem o seu quê de consequências, ao sermos avassalados por críticas e mais críticas que possivelmente nos influenciam nos nossos comentários (e consequentemente nas nossas expectativas!). Eu explico: as críticas que tenho lido sobre o filme de João Botelho (?!) têm sido ao estilo de "pior filme português de sempre”, “ pior publicidade para o cinema era muito difícil” e, agora, vejo o quão (no meu entender) são exageradas estas avaliações. Há logo no projecto qualidades que merecem ser realçadas: o aproveitar de um tema actual, o envolvimento dos jornais pelo cinema português, um blockbuster criado por nós! Tudo isto é de louvar, pelo arriscar em algo alienado no nosso país. Agora, obviamente que, no fundo, interessa-nos o produto final, não nos vá sair ainda um Crime do Padre Amaro. Não saiu… É certo que a montagem (principalmente na última parte do filme) é anedótica e que a banda-sonora encaixa tanto quanto Michael Bay e Manoel de Oliveira, mas espera lá… não foi aí que o produtor mexeu?! Ora pois, acima de tudo Corrupção é um filme frustrante, por (e esta é a minha opinião) termos aqui um trabalho muito provavelmente manchado pelas mãos do produtor. Porque na verdade há qualidades indubitáveis que têm sido esquecidas: uma plausível direcção de fotografia e, acima de tudo, uma excelente direcção de actores. Margarida Vila-Nova, por exemplo, está exemplar…mais que não seja, Corrupção é Margarida Vila-Nova (por absurdo que esta frase possa parecer). Peca (e muito) pelo amedrontado que se sente ao longo da exibição em que as denúncias são mínimas, o thriller inexistente. Não é bom, não senhor (a sermos mauzinhos até podemos defini-lo como uma história de amor muito mal contada), mas não é aquilo que o fazem parecer. Espero que não se esteja a vê-lo com olhos “clubistas”…
Classificação:

domingo, 11 de novembro de 2007

E o que diz Fernando Rocha ao nosso vídeo?!

sábado, 10 de novembro de 2007

Fernando Rocha há dez anos...

Hoje Fernando Rocha é um humorista português (para uns o melhor, para outros nem por isso) conhecido pela linguagem grosseira que expressa nas suas piadas.
Porém, há dez anos, o seu estilo em nada fazia adivinhar a personalidade de hoje...
Ora vejam...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As televisões foram às compras...

É no Mipcom, maior mercado audiovisual do mundo, que as televisões se vão abastecer de séries, filmes, documentários ou mini-documentários, um pouco de tudo o que se faz (bem ou mal) lá fora. Algumas das compras já poderão ser vistas em 2007, outras ficarão para 2008 (no poupar é que está o ganho!). O carrinho da TVI, se é o mais cheio, é quiça porque os outros canais não divulgam as suas compras...mas também quantidade e qualidade nunca foram nem nunca virão a ser sinónimos (ficará aqui bem um felizmente?!). O canal que por um lado transmite Dançando e Cantando por um casamento de sonho, irá também mostrar aos portugueses o mais recente trabalho de Oliver Stone, o comovente (e infelizmente pouco reconhecido) World Trade Center e o documentário-filme (e também surpreendentemente comovente) Vôo 93 de Paul Greengrass. Pelo meio do carrinho lá se encontra também o comercial Velocidade Furiosa - ligação tóquio e o interessante Missão: Impossível 3! A lista é grande e recheada de bons e maus títulos. Para o Natal, King Kong, Mr. and Mrs. Smith (de facto que melhor escolha para retratar o espírito natalício!), Nanny Mcphee - a ama mágica e Infiltrado. Quanto a séries, a TVI trouxe, por exemplo, Bionic Woman (com Michelle Ryan) e Dirty Sexy Money (com Peter Krause). Já a SIC actualizou as séries que já divulga e trouxe de lá também boas propostas cinematográficas: 007 - Casino Royale e Rocky Balboa. Por último, o canal público aposta em mini-séries como Earth ou The Power of the Planet, mas também actualizou as temporadas de Perdidos e Prison Break, juntando ainda às compras Private Practice! O que se conclui logo é que à televisão chegam agora filmes recentíssimos do cinema e muito material americano (digo isto sem qualquer valor pejurativo!). A televisão cresce em conteúdo internacional, mas infelizmente não tem aprendido muito com estas compras! Apesar de haver excepções, há coisas que se fazem cá que só se desculpam porque ficam mesmo só entre nós...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"Her name is written in the stars" - The Australian

O seu nome está escrito nas estrelas e, acrescento eu, deveria estar escrito em todos nós! Mariza não é só uma grande cantora de fado, mas um ícone de Portugal como não se via há muito tempo, pessoa que ficará nos livros que retratam o tempo a tempo deste pequeno país. Dever-se-á falar dela sempre, pela voz, pela emoção, pela coragem, pela renovação, pela imagem, por levar mais além o nome de Portugal com humildade e carinho, mas hoje em especial é obrigatório a referência. No Pavilhão Atântico, à noite, dará com certeza, ao lado de Rui Veloso, Tito Paris, Filipe Mukenga, Ivan Lins e Carlos do Carmo, um concerto estarrecedor, que nos faz parecer pequenos e grandes ao mesmo tempo, como pessoas e pessoas portuguesas. E depois, é também hoje que se saberá se Mariza conseguirá esse invejável prémio da música: o grammy. O que quer que aconteça não lhe retira nem lhe acrescenta valor, a nomeação é apenas o óbvio reconhecimento de que o mundo se lhe está render. Em 2007 actuou, por exemplo, na Ópera de Sydney, em Sydney, na Austrália, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Los Angeles, no Disney Concert Hall, e, em todos, Mariza encontra plateias cheias de energia e em delírio com a sua divinal voz. Nasceu em Moçambique, cresceu na Moraria e a sua infãncia, di-lo, foi passada com algumas dificuldades. Do primeiro álbum Fado em Mim saiu, por exemplo, Oh Gente da Minha Terra que impressionou milhares (em 2001). Em Outubro deste ano, 23 milhões de espectadores tiveram o privilégio de ver no pequeno ecrã essa obra-prima em Late Show With David Letterman, na CBS, nos EUA. Pela juventude a conquista é obviamente mais dificultada, faz-se de forma mais lenta, pelos preconceitos, pelo género pouco admirado no meio, mas ela é diferente: Mariza is the woman who has made Portuguese fado cool again!
Acabam por ficar aqui, só e apenas, os dados mais referenciais deste ainda inicial percurso de Mariza pelo mundo fora, mas muito fica por dizer (Live 8 por exemplo), e muito mais ainda por sentir. Para essa lacuna irremediável, fica aqui este vídeo...

Cinema: a estrear!

Esta semana nos cinemas chega-nos, ainda de 2005, o argentino Tempo de Valentes de Damián Szifron que junta peculiarmente um psicólogo condenado a serviço comunitário e um (infeliz) polícia nas investigações de um misterioso crime – uma comédia envolta em acção. Também de 2005, o aclamadíssimo A Morte do Sr. Lazarescu, um drama romeno muito crítico em relação ao sistema de saúde do país e que retrata a história real de um homem a deambular de hospital em hospital. Premiado em Cannes, é sem dúvida a estreia da semana a destacar! Do ano passado, chega-nos agora a comédia romântica Encontros às cegas com Chris Pine, Eddie Kaye Thomas e Jane Seymour no elenco, e também Odette Toulemonde – Lições de Felicidade, resultado de uma parceria França/Bélgica que retrata a peculiar vida de Odette e a sua obsessão pelo escritor Balthazar Balsan. Fresquinhos, digamos assim, são Guerra de Philip G. Atwell com Jet Li no elenco, numa enésima variação sobre a vingança e 30 dias de escuridão, terror obrigatório para qualquer fã do género, ambientado no Alaska!

Título original: Moartea domnului Lazarescu
Realização: Cristi Puiu
País: Roménia
Intérpretes: Ion Fiscuteanu, Luminta Gheorghiu, Gabriel Spahiu, Doru Ana, Dana Dogaru, Lam SuetRoménia
Ano: 2005
Estreia (Portugal): 8 de Novembro de 2007
Sinopse: Em casa sozinho uma noite, o Sr.Lazarescu sente-se mal. Uma ambulância finalmente chega e leva-o para uma comédia trágico cómica. Vários diagnósticos contraditórios são dados e os tratamentos incessantemente adiados. O médico mantém-se calmo e obstinado, enquanto o Sr.Lazarescu desce cada vez mais para a noite de Bucareste.

Fonte: http://www.cinema2000.pt/

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Radiohead - In Rainbows

É incomunicável o que sentimos ao ouvir Radiohead, é-o também quando, depois de, por exemplo, Nude ou House of Cards nós pensamos: “caraças, então o Thom Yorke e companhia dá-me isto e, vá lá, nem um tostãozinho de simpatia?!” Ora, por paradoxal que possa parecer, é quando nada nos pedem que mais vontade nós temos de dar. Saberão já vocês que In Rainbows, o sétimo álbum de originais do grupo inglês, saiu direitinho para esse inesgotável mundo que é a Internet e nós, de forma aprovada pela lei, podemo-lo sacar (esta palavra soa tão mal neste contexto) de forma gratuita! O atrevimento é louvável, e será seguido por muitos (nalguns compensará, noutros revelar-se-á infrutífero). Mas sejamos sinceros: chega de preços elevados que só pagam a publicidade e enchem os bolsos daqueles que pouco ou nada contribuíram para a música. E o que merece recompensa são esses sentimentos incomunicáveis que nos assolam ao ouvir (e não me canso de o dizer) Nude. Mas todo o álbum é alegria, mas tristeza, reflexão e paz, calmante com adrenalina saudável. E, no fundo, só quem o ouve poderá saber o que é In Rainbows e o que são os Radiohead. Ainda assim, insuperável Ok Computer...

Diz que os Homens também já têm um dia...


Não pense quem estiver a ler este post que o título é reflexo de um acesso de feminismo que me contagiou! Não. Se por acaso o título transmite alguma espécie de ironia ou desdém, não é de todo por se tratar de um dia dedicado aos homens, mas talvez por ser mais um dia em que se comemora alguma coisa.
Na verdade, foi há pouco tempo que soube que o dia três de Novembro era dedicado ao Homem e muito provavelmente muita gente não sabia até este momento.
A minha busca exaustiva à procura de mais informação sobre o dia internacional do homem resultou em quase nada, apenas fiquei a saber que não há qualquer motivo aparente para que esta data seja comemorada neste dia, e que apesar de esta ser a data oficial Há quem aponte 15 de Julho ou 1 de Novembro.
Uma coisa é certa: se nada de anormal acontecer até para o ano, o Frequência Jovem cá estará no dia 3 de Novembro de 2008 para prestar ao Homem uma devida homenagem!


Para terminar, um pensamento que glorifica os homens (alguns):


"Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes..."

domingo, 4 de novembro de 2007

Dia Do Homem

Pedimos desculpa pelo facto de as actualizações no blog serem escassas nos últimos dias, mas a verdade é que o tempo disponível não abunda. É também verdade que andamos a preparar o regresso do Frequência Jovem à rádio! Está quase a chegar a 3ª edição, sempre mais jovem!
Para hoje, fica uma novidade: Ontem comemorou-se o Dia Internacional do Homem! Querem saber mais? Esperem por 2ª feira! Até lá!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cinema: a estrear!

Não sejamos hipócritas e admitamos que há curiosidade em ver Corrupção. Lembro-me que, num (antigo) post em que falei do filme, apostava no sucesso de bilheteira, o que não corresponderia (obviamente) em sucesso no meio crítico cinéfilo. Até agora ainda ninguém se pronunciou nos principais sites de crítica, e, portanto, o filme ainda é uma incógnita. Ajudará à polémica do tema, o realizador João Botelho que não será creditado, devido ao corte de 17 minutos e às alterações na banda-sonora. Se o filme for mau, dir-se-á com certeza que é por culpa desses 17 minutos, se o filme for muito mau ironicamente se dirá que nem com mais 17 minutos o filme seria apresentável….e se o filme for bom?! Há no entanto outras estreias a merecerem destaque: por um lado Elizabeth- a idade do ouro que só não incute mais curiosidade devido às péssimas críticas que tem recebido por onde passa. Vale lembrar que o filme é a continuação do premiado Elizabeth de 1998 trazendo novamente Cate Blanchett no papel de Isabel I de Inglaterra e o realizador Shekhar Kapur. Por outro lado é o regresso do irreverente e incomodativo Michael Moore que, depois de alfinetar George W. Bush em Fahrenheit 9/11, mostra o sofrível sistema de saúde americano num aclamado documentário, Sicko. As restantes quatro estreias acabam por ser ofuscadas por estes três filmes, ainda assim a ressalvar a estreia de A Invasão, a ficção científica que junta Nicole Kidman e Daniel Craig; Domino, de Tony Scott e com Keira Knightley no elenco (muito falada este ano pelo papel em Atonement); o francês Poderá ser amor? de Pierre Jolivet e, por último, o documentário biográfico de Zidane: Zidane – um retrato do século XXI. O destaque, e porque (sim!) tenho curiosidade em vê-lo e o realizador é de qualidade (a avaliar pelas anteriores incursões) vai para Corrupção

Título original: Corrupção
Elenco: Nicolau Breyner, Margarida Vila-Nova, António Pedro Cerdeira, Alexandra Lencastre, João Cabral, João Catarré, João Lagarto, Jorge Schnitzer, Miguel Guilherme, Paula Guedes, Paula Lobo Antunes, Rita Blanco, Rui Morrison, Ruy de Carvalho, Suzana Borges, Virgílio Castelo
Portugal, 2007
Estreia: 1 de Novembro de 2007
Sinopse: Num país, Portugal, uma rede de corrupção que envolve a classe política e autárquica, opera a partir do território inexpugnável do futebol. Sofia é uma jovem mãe solteira que divide o seu tempo entre dois empregos que a ajudam a si e às suas duas filhas a sobreviver. De tarde num supermercado, à noite num bar de alterne frequentado por figuras chave do universo corrupto do país: dirigentes de futebol, autarcas, polícias e juízes. Numa noite, Sofia recebe uma proposta de um inspector da Polícia Judiciária, Luís. A proposta é simples e perigosa: Sofia deve dar-se a conhecer a um dirigente de um clube desportivo da primeira liga, seduzi-lo, conhecer os seus segredos...