terça-feira, 17 de julho de 2007

Transformers

Era para acabar com esta frase, mas o melhor mesmo é não estar com rodeios e dizê-lo já: se Transformers é o melhor filme de acção do ano (como é tão invocado) então rezem muito, porque o fim do mundo está a bater à porta! E não é implicância com Michael Bay. Até se pode fechar os olhos aos clichés (EUA a salvar o mundo, o fim do mundo na mão do rapaz fracassado que impressiona a rapariga boazona, o negro cómico, o presidente idiota, enfim), à história, e desculpem os fãs, risível (robôs a lutarem por um cubo não me parece adequado para o melhor filme de acção do ano), até mesmo às câmaras rápidas e às imagens inconsequentes podemos fechar os olhos…mas então que nos dessem um filme de acção com adrenalina que nos fizesse suar e gritar, enervar, soltar a “criança que está dentro de nós”. Mas neste filme (?!) na melhor das hipóteses solta-se o adolescente imaturo e imbecil. É certo que tem os seus momentos bons, raríssimos contudo, e meto as mãos no fogo que nesses momentos há também a mão de Spielberg, efeitos especiais do melhor deste ano (consegue mesmo ultrapassar os já espantosos feitos conseguidos nos últimos episódios do pirata tresloucado e do homem aracnídeo), é louvável também a interpretação do protagonista (Shia Labeouf) e a beleza da sua amada (Megan Fox), mas tudo o resto é tão inócuo: não tem uma pinga de “terror”, de emoção, da mais pálida ideia do que seja um argumento de cinema (nem vale a pena entrar por aqui, porque há momentos de pura idiotice). O final esperava-se grandioso, mas com contenção, afinal tudo o que é demais…! Este trashformoneys, como já o vi chamarem, é mesmo isso: lixo transformado numa máquina de fazer dinheiro! Eu que até nem sou um dos detractores maiores de Michael Bay, que até aceito os moralismos e clichés do realizador, achei este amontoado de imagens em movimento um triunfo como desenvolvimento informático, mas uma nulidade enquanto filme. A verdade é que ninguém quer saber, e este foi um passo certo na carreira de Michael Bay (olhe-se para a bilheteira!).
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2 comentários:

Mauro disse...

É pena ser uma crítica tão contraditórica em relação à minha, pois eu adorei o filme, e nunca fui grande fã de Transformers. Eu, sinceramente, fiquei agarrado à cadeira do princípio ao fim, e pela reacção que notei na sala do público, a opinião foi unânime! Um dos melhores filmes de acção deste ano.

Abraço

Hugo disse...

Em duas palavras
SEM COMENTÁRIOS

PS: Estou de acordo numa coisa Presidente "idiota".